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10 truques para conheceres a cadência de pedalada que mais te convém

Há muitos mitos acerca da cadência de pedalada mais eficaz, por isso neste artigo mostramos-te aquilo que realmente está comprovado cientificamente.

Yago Alcalde e www.mountainbikes.pt

10 truques para conheceres a cadência de pedalada que mais te convem
10 truques para conheceres a cadência de pedalada que mais te convem

O tema da cadência de pedalada é debatido desde os anos 60. Há quem esteja convencido de que usar uma cadência elevada é o ideal, mas também há quem pense o contrário. Afinal o que é mais correto? Como é que devemos pedalar para nos cansarmos menos? Os estudos científicos realizados geraram pontos de vista bastante distintos e como o tema é complexo, não é fácil generalizar. Contudo, existem vários conceitos nos quais todos os estudos estão de acordo:

1. INDIVIDUAL

A cadência ótima é individual, dado que é influenciada por vários fatores pessoais. 

2. INATA

A cadência ótima individual tem um componente inato, ou seja, neurologicamente cada um possui um ritmo de pedalada diferente. 

3. LIVRE

A cadência ótima é, normalmente, a que cada um de nós escolhe livremente. Em vários estudos ficou comprovado que a cadência livremente escolhida por cada um de nós é a que mais se aproxima da cadência medida como a mais económica em termos de consumo de oxigénio, ou seja, segundo a fisiologia de pedalada.

4. SEGUNDO A POTÊNCIA

A cadência ótima está relacionada com a potência a que se pedala. Quanto mais potência de pedalada, maior será a cadência ótima. É por isso que os ciclistas profissionais optam por cadências mais elevadas do que os ciclistas amadores.

5. SUBIR OU BAIXAR A CADÊNCIA

A cadência ótima é diferente em terreno plano e em subida.

6. EM PLANO

Como regra geral, a cadência ótima para andar em plano encontra-se entre as 80 e as 90 pedaladas por minuto. Em subida, deve estar entre 70 e 80.

7. OS LIMITES

Considera-se como pouco eficiente pedalar a mais de 100 pedaladas por minuto ou abaixo de 60 pedaladas por minuto. Com muita cadência, o consumo energético dispara. Com pouca cadência, compromete-se o fornecimento de oxigénio aos músculos e aumenta o risco de lesão muscular.

8. SÉRIES

As séries denominadas de “força-resistência” que consistem em fazer subidas com muito pouca cadência por vezes provocam uma sobrecarga para as articulações dos joelhos. 

9. DESMULTIPLICAÇÕES

A escolha das desmultiplicações condiciona em grande parte a cadência de pedalada. Agora que há tanta variedade em termos de tamanhos de cremalheiras, é importante ter em conta se as desmultiplicações escolhidas nos permitem manter uma cadência de pedalada ótima em função do tipo de voltas que damos. 

10. O TERRENO

No BTT, o estado do terreno condiciona a cadência em muitas ocasiões, pelo que tudo o que referimos nos pontos anteriores pode tornar-se completamente inútil... Em zonas com pouca aderência convém ir com cadência baixa para evitar que a roda patine. 

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