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Além de conferir estabilidade à região pélvica, uma das principais funções dos glúteos é a extensão da anca. Consequentemente, desempenham um papel no movimento de pedalar, particularmente durante a fase inicial, que corresponde às posições entre as 12 e as 16h horas no mostrador de um relógio. É nesta fase que ocorre a maior amplitude de extensão da anca.
Por sua vez, os músculos posteriores da coxa (isquiotibiais) são músculos potentes que têm origem nas tuberosidades isquiáticas da bacia e se inserem na tíbia, daí a sua denominação. As suas principais ações são a flexão do joelho e a extensão da anca; assim, quanto mais significativas forem estas duas ações durante a pedalada, maior será o nível de ativação destes músculos.
De facto, a sua principal atividade durante a pedalada ocorre na fase de recuperação da perna, entre as posições das 19 e das 21 horas no mostrador de um relógio.
Compreender a sua função torna fácil perceber como estes dois músculos, que fazem parte da cadeia posterior da musculatura das pernas, desempenham um papel mais significativo na pedalada do que poderíamos imaginar, especialmente durante as fases em que o quadríceps se torna menos dominante ou, devido à biomecânica, está menos ativo.
POSIÇÕES QUE OS INIBEM
De qualquer forma, a solução reside em encontrar o ponto de equilíbrio entre os dois extremos, um ponto que variará para cada ciclista, dependendo das suas características específicas. Uma análise biomecânica é a melhor opção para tal.
