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Foca-te no treino: estes são os dados do GPS que fazem diferença na performance

Estás a seguir um plano de treino de BTT e não sabes que dados são prioritários no ecrã do teu GPS, lê este artigo. 

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Foca te no treino: estes são os dados do GPS que fazem diferença na performance
Foca te no treino: estes são os dados do GPS que fazem diferença na performance

Como é habitual nesta altura do ano, temos recebido várias mensagens a perguntar qual a melhor configuração do GPS para treinar e acompanhar os parâmetros que ajudam a controlar o esforço em treinos específicos.

VALORES ESTÁVEIS E FÁCEIS DE SEGUIR

Esta é a primeira premissa que deves ter em conta quando vais fazer treinos específicos. É mais prático visualizar médias ou valores normalizados do que informação sobre a frequência cardíaca ou a potência instantânea, uma vez que estes dois valores, por exemplo, não são constantes e flutuam continuamente.

Por outro lado, deves configurar o menu do teu GPS de modo a que mostre informações isoladas apenas para os troços ou segmentos em que estás realmente a treinar, incluindo intervalos de intensidade específicos. Caso contrário, estará a tentar gerir dados que também incluem intensidades de momentos como o aquecimento, o que distorce a informação.

Qué datos poner en tu GPS detalle

MONITORIZAÇÃO ESPECÍFICA COM BASE NA FREQUÊNCIA CARDÍACA

Se treinas com base na frequência cardíaca, recomendamos que utilizes pelo menos dois campos básicos. O primeiro é a frequência cardíaca média da volta ou segmento em que pretendes manter uma frequência cardíaca específica. Isto permite ver a frequência cardíaca média apenas para aquele trecho ou intervalo de tempo em que pretendes manter uma frequência cardíaca muito específica. A frequência cardíaca média é uma variável muito mais estável do que a instantânea, que flutua constantemente.

O tempo ou intervalo de volta é também um parâmetro importante, pois ajuda a gerir melhor o esforço planeado. Sabendo que percentagem do treino já realizámos, saberemos exatamente o que ainda temos de fazer e, assim, podemos gerir mais eficientemente.

Outras métricas importantes incluem a velocidade média e a distância percorrida, tanto por volta como por intervalo. São úteis para detetar quedas de desempenho devido à fadiga. Se, mesmo conseguindo manter a mesma frequência cardíaca, estivermos a percorrer menos distância ou a adotar um ritmo mais lento dentro do mesmo intervalo, e especialmente no mesmo troço do trilho, significa que estamos a produzir menos potência e talvez esteja na altura de interromper o treino de alta intensidade.

ECRÃ COM TREINO ESPECÍFICO

Neste caso, também devemos dar prioridade ao campo de tempo parcial da volta ou do segmento, mas em vez da frequência cardíaca média da volta, devemos observar a potência média ou normalizada para determinar com precisão o nível de intensidade que estamos a manter. Ambos os valores são semelhantes, embora não idênticos, mas qualquer um deles fornecerá informações mais estáveis ​​e fáceis de monitorizar do que a potência instantânea, que flutua significativamente, mesmo quando suavizada ao longo de vários segundos (uma opção oferecida por muitos dispositivos GPS, mas que não proporciona grande estabilidade ao valor da potência).

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