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As suas manetes distintas, a ergonomia redesenhada e a extraordinária potência de travagem são os destaques do grupo de estrada mais acessível da SRAM com transmissão eletrónica totalmente sem fios de doze velocidades e travões de disco hidráulicos.
MANÍPULOS
Os manípulos são totalmente novos e idênticos aos dos grupos SRAM RED e Force, ressalvando pequenos pormenores. Destacamos as alavancas em carbono, uma vez que anteriormente eram em alumínio. A grande diferença em relação aos grupos superiores é a ausência dos botões auxiliares Bonus Buttons, situados na face interior de cada manete; embora práticos, não são indispensáveis e podem ser substituídos pelos botões remotos AXS Wireless Blips.
A sua ergonomia otimizada oferece mais espaço para os dedos, permitindo uma melhor aderência e apoio, além de evitar que os dedos fiquem presos ao travar, como acontecia anteriormente. O corpo apresenta também uma ligeira inclinação para dentro, permitindo que os pulsos mantenham uma posição neutra e natural, enquanto as alavancas se projetam para fora, facilitando o alcance e o acionamento.
As suas capas apresentam uma textura diferente, distinguindo-se dos restantes grupos SRAM AXS; embora tenham as mesmas dimensões, parecem ser um pouco mais pequenas e mais arredondadas. Além disso, possuem duas marcas que servem para orientar corretamente as manetes. A linha reta que as une deve estar perpendicular ao solo, garantindo assim a inclinação de 7º recomendada pela SRAM. Outra linha serve de referência para que fiquem perpendiculares ao guiador.
Os botões de mudança de velocidades têm o mesmo tamanho que os modelos RED e Force, mas cada modelo tem uma superfície distinta, o que os diferencia sem afetar o funcionamento. Com apenas dois botões — um em cada manete — controla-se toda a transmissão. Com o botão direito, engrenam-se mudanças mais pesadas (levando a corrente para fora), e com o esquerdo, engrenam-se mudanças mais leves (deslocando a corrente para dentro). Ao pressionar ambos em simultâneo, troca-se a cremalheira. É simples e intuitivo, mas a configuração pode ser invertida através da aplicação SRAM AXS.
TRAVÕES
746 g | 560 € (manetes, pinças e mangueiras)
Os novos travões HRD oferecem muito mais potência do que a geração anterior, transmitindo muita confiança. Agora, é necessário aplicar menos 80% de força para travar a partir dos manípulos e menos 33% a partir dos drops. Isto deve-se ao reposicionamento do pistão principal dentro do corpo do manete, que agora se encontra na horizontal, e também ao reposicionamento dos pistões das pinças, deslocados para o exterior para que o ponto de contacto das pastilhas com o disco exerça um braço de alavanca maior. Os discos SRAM Paceline estão disponíveis em 140 e 160 mm, e a sua aranha é agora de alumínio, tornando cada unidade vinte gramas mais leve.
As pinças, tal como nos modelos superiores, são fabricadas em duas metades para proporcionar uma maior rigidez, o que também favorece uma melhor travagem. Utilizam óleo sintético DOT, mas não contam com a tecnologia Bleeding Edge, que facilita o sangramento dos travões. São pormenores irrelevantes para quem não trabalha como mecânico.
As manetes podem ser aproximadas do guiador inserindo uma chave sextavada de 2,5 mm pela parte frontal (removendo a tampa e rodando o parafuso situado atrás da mesma), mas não possuem um seletor para ajustar o curso ou o ponto de contacto — um detalhe exclusivo das manetes RED.
DESVIADOR TRASEIRO
306 g | 320 €
O novo desviador traseiro Rival AXS é completamente diferente: é 20 gramas mais leve do que a versão anterior e aceita cassetes até 36 dentes. A gaiola das roldanas é feita inteiramente de alumínio — ao contrário dos modelos RED e Force, que utilizam carbono — e a tensão é aplicada através de uma mola na articulação.
Ambas as roldanas são em resina, possuem doze dentes e giram sobre rolamentos selados. A inferior conta com um perfil de dentes alternados X-Sync para favorecer a retenção da corrente. Nos modelos de categoria superior, a roldana inferior tem catorze dentes para melhorar a eficiência da transmissão e apresenta uma estrutura central em alumínio mais leve e vistosa, com rolamentos cerâmicos na versão RED.
DESVIADOR DIANTEIRO
156 g | 190 €
O desviador dianteiro também é totalmente novo e é um dos componentes que melhora significativamente o funcionamento da transmissão. A sua gaiola Yaw é mais estreita para tornar a troca de cremalheiras mais rápida e precisa, uma vez que exige menos movimento lateral. Como há menos espaço para a corrente, e para evitar atritos, o desviador alinha agora automaticamente quando a corrente trabalha cruzada. Uma nova funcionalidade muito bem-vinda.
Conta com dois pontos de fixação para o posicionar mais acima ou abaixo, dependendo do tamanho das cremalheiras, e inclui um sistema de alinhamento para a correta instalação — outro pormenor que interessa apenas a quem realiza a manutenção mecânica. O mesmo se passa com a indicação dos parafusos de regulação (algo que não existe no desviador RED) e com o parafuso minúsculo que segura uma cunha diminuta, servindo de apoio para que o desviador evite a flexão e garanta passagens mais precisas.
CASSETE
285 g | 132 g
O SRAM Rival oferece duas combinações de cassetes: 10-33 e 10-36, embora seja possível utilizar qualquer outra cassete RED ou Force, uma vez que todas são compatíveis entre si e utilizam cepos XDR, a interface própria da SRAM. Todos os carretos da cassete Rival XG-1250 são em aço, ao contrário dos modelos superiores, que contam com o primeiro carreto em alumínio para reduzir o peso. A cassete forma um bloco indivisível de carretos unidos pela tecnologia Full Pin e recebe o tratamento Hard Chrome para reduzir o desgaste.
CORRENTE
248 g | 45 €
O design assimétrico característico das correntes SRAM Flattop (com elos planos no exterior e ondulados no interior) permite a realização de perfurações sem perda de resistência, graças à redistribuição do material no exterior. A corrente Rival apresenta perfurações nos elos exteriores, reduzindo o peso em 10 gramas face à versão anterior; tal como na cassete, os seus pinos e elos internos contam com um revestimento Hard Chrome. As correntes RED e Force são mais leves por apresentarem mais perfurações e contarem com acabamentos especiais, sendo todas elas compatíveis com qualquer bicicleta equipada com SRAM Rival. Destacamos um facto importante: todas estas correntes são fabricadas em Portugal, na fábrica da marca em Coimbra.
CRANQUES
801 g | 220 €
Os pedaleiros do renovado SRAM Rival são totalmente novos e estão entre os componentes mais distintos e atraentes do grupo. Fabricados em alumínio — ao contrário dos modelos RED e Force, que são em carbono —, apresentam uma grande abertura que os torna 50 gramas mais leves do que as versões anteriores, estando disponíveis nos comprimentos de 160, 165, 170, 172,5 e 175 mm.
O cranque esquerdo está ligado a um eixo de alumínio sobredimensionado DUB, que oferece uma linha de corrente de 45 mm e um fator Q de 145 mm (a distância entre as faces internas dos braços do pedaleiro), sendo ligeiramente mais estreito que os da concorrência. Outra característica da SRAM é a interface Direct Mount de oito parafusos, na qual estão fixas as cremalheiras.
O conjunto de cremalheiras forma uma unidade única — ou seja, não são independentes e não é possível substituir apenas uma delas, seja por desgaste ou para alterar a relação de velocidades; é necessário trocar todo o conjunto, respeitando as combinações oferecidas pela SRAM (46/33 e 48/35 para a linha Rival). As gamas RED e Force oferecem opções de cremalheiras maiores, que também são compatíveis com a Rival, desde que se utilize um desviador dianteiro RED caso a configuração ultrapasse os 50/37 dentes.
Embora a utilização de duas cremalheiras seja o padrão no ciclismo de estrada, a SRAM disponibiliza também a opção de transmissão com cremalheira única (monoprato), com versões de 38 a 46 dentes (perfuradas) ou aerodinâmicas, que variam entre 44 e 50 dentes.
MEDIDOR DE POTÊNCIA
839 g | 380 € (conjunto composto pelos cranques e medidor de potência)
O SRAM Rival AXS integra o seu medidor de potência no eixo, acrescentando apenas 40 gramas ao pedaleiro convencional. Se a bicicleta não vier equipada com um, é possível substituir apenas o braço esquerdo e contar com um medidor de potência central por apenas 190 €. É a opção mais económica da gama SRAM e um dos preços mais competitivos do mercado; funciona com pilhas AAA, fáceis de encontrar... ou de retirar do comando da TV. Além disso, é muito discreto, embora um pouco menos preciso, apresentando uma margem de erro de 3%, em comparação com os 1,5% dos modelos de categoria superior. Os modelos RED e Force utilizam medidores de potência do tipo "spider" (aranha), situados entre o braço direito do pedaleiro e as cremalheiras, e são alimentados por uma bateria tipo moeda CR2032 (à venda em qualquer supermercado).
Ao longo de todo o tempo de utilização desta bicicleta — mais de 2.500 quilómetros —, a sua precisão não representou um obstáculo para controlar a intensidade ou seguir as diretrizes de treino. O aspeto mais importante num medidor de potência é que este forneça sempre os mesmos valores, sem flutuações ao longo do tempo ou devido a outros fatores, como a temperatura ambiente; neste sentido, os dados mostraram-se sempre consistentes.
GRUPO
O SRAM Rival AXS completo é anunciado como 213 gramas mais leve que o seu antecessor, pesando quase o mesmo que o antigo Force D1 e apresentando praticamente o mesmo desempenho que os dois grupos superiores atuais.
Excetuando algum pormenor na precisão da transmissão ou a ausência de funcionalidades como os Bonus Buttons ou o Contact Adjust — para citar as mais notórias —, praticamente não existem diferenças substanciais. O acabamento é menos refinado, sem algumas peças maquinadas ou em carbono, o que se reflete sobretudo nas diferenças estéticas e de peso.
Pesa aproximadamente mais 500 gramas do que o grupo topo de gama; no entanto, é consideravelmente mais barato — praticamente menos 3.000 € —, ou seja, cerca de 60% mais barato e 20% mais pesado do que um SRAM RED AXS. O atual SRAM Force AXS é apenas 217 gramas mais leve, no entanto quase 900 € mais caro, o que representa uma diferença de aproximadamente 30% no preço e 8% no peso (com base em valores fornecidos pela marca).
AVALIAÇÃO
A SRAM melhorou consideravelmente o nível dos seus três melhores grupos de estrada e, em particular, deste Rival. O seu protocolo de comunicação AXS oferece inúmeras opções e ligações entre componentes SRAM e outros dispositivos, de forma fácil e intuitiva.
No cômputo geral, é um grupo eficiente e simples de manusear, revelando-se prático e funcional. A sua transmissão eletrónica com baterias independentes, amovíveis e intercambiáveis, os seus potentes travões de disco hidráulicos e a sua ergonomia renovada — tudo isto por menos de 2.000 € e pesando menos de três quilos — fazem dele uma excelente escolha. Possivelmente é uma das melhores opções para quem não procura a bicicleta mais leve nem necessita de relações de caixa muito longas para pedalar a uma velocidade muito elevada. Um grupo barato, fiável e funcional, com peças de substituição fáceis de encontrar.
