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Erros típicos dos principiantes no BTT

Ninguém nasce ensinado, por isso, se estás a começar a praticar BTT, convém conheceres estes erros habituais.

MARCOS PÉREZ / FOTOS: GONZALO MANERA

Erros típicos dos principiantes no BTT
Erros típicos dos principiantes no BTT

1> USAR SOMENTE O TRAVÃO TRASEIRO

Muitas pessoas só travam com o travão traseiro pensando que se usarem o dianteiro vão cair. A travagem apenas com o travão traseiro produz poucos efeitos pois o travão dianteiro é aquele que realmente faz parar a bicicleta. Em vez de o ignorares, experimenta travar com os dois, mas com cautela. Tem cuidado em zonas onde as rodas possam resvalar ou em curvas apertadas e vais ver que aos poucos ganhas confiança em zonas de boa aderência, à medida que vais conhecendo os limites da travagem. Em caso de ser necessária uma travagem brusca, não te esqueças de deslocar o corpo para trás, um pouco antes de travares. 

2> NÃO PEDALES COM UMA CADÊNCIA INCORRETA

Uma das falhas mais comuns é usar uma cadência de pedalada anormalmente baixa, de 45 rotações por minuto ou menos. Apesar de parecer que te cansas menos e que a respiração é menos agitada, estás a fazer com que o esforço seja menos cardiovascular e mais muscular e podes correr o risco de sobrecarregar os tendões (tendinite). Tenta não baixar das 55-60 rotações nas subidas e das 75-80 em terreno plano, pois está comprovado de que as pernas são mais eficientes a pedalar com esse ritmo. Para conhecer a tua cadência conta de cada vez que o teu pé direito passa pelo ponto mais baixo da pedalada em 15" e multiplica por quatro.

3> USAR O SELIM DEMASIADO BAIXO

Outro dos erros clássicos é usar o selim muito baixo. Se não o colocares à altura correta, não aproveitarás eficientemente a força das tuas pernas e provavelmente terás dores na parte anterior do joelho (selim baixo) ou na zona posterior (selim alto). Tenta que, ao pedalar, os joelhos se aproximem da extensão (quando o pé está na zona mais baixa da pedalada, mas sem nunca chegar a sair dela). Se apontares a medida da entreperna (isto é, do solo ao períneo) e multiplicares por 0.88 terás um bom guia para saber a tua altura. Coloca esta distância desde o eixo pedaleiro até à parte superior do selim. 

4> LUBRIFICAÇÃO DA BICICLETA

Se não lubrificares a corrente e outras zonas de rotação, mais tarde ou mais cedo vais ouvir ruidos, para além de estares a potenciar a degradação prematura do teu material. E há ainda quem pense que o óleo serve para fritar batatas e não para lubrificar as correntes, pois de origem já deveriam vir lubrificadas. Na verdade, as correntes têm um certo grau de lubrificação quando saem da fábrica, mas temos de voltar a lubrificá-las ocasionalmente, em regra a cada três ou quatro dias de utilização. Procura um óleo específico de bicicletas (em lojas de bicicletas) pois possuem aditivos que fazem com que se pegue mais, em vez de pingar por tudo quanto é lado e manchar o solo. Lubrificar evita ruídos e prolonga a vida útil de toda a transmissão. 

5> COLOCAR A PRESSÃO INCORRETA

Este é outro erro clássico. Inúmeras pessoas esquecem-se de encher os pneus das suas bicicletas com a pressão recomendada. Em alguns casos compreende-se que se possa colocar mais pressão do que aquela que leva as rodas do automóvel, ou seja, numa bicicleta de estrada, com rodas finas, na qual a pressão pode chegar aos 7 ou 8 Bar, enquanto que numa de passeio ou híbrida ronda os 3 a 5 Bar e na de BTT deve usar-se entre 1.8 e 3 Bar. Fixa-te nas recomendações marcadas no flanco do pneu. Se a roda tiver pouco ar, é mais pastelona, pelo que custará mais pedalar e é perigoso em curvas. Além disso fica mais fácil furar. 

6> ATENÇÃO À COLOCAÇÃO DOS PÉS

Outra das falhas mais comuns é apoiar o pé sobre o pedal com a zona incorreta. Já vimos pessoas a pedalar apoiadas com os calcanhares ou apenas com a ponta dos pés ou ainda com a parte média. Para além de ser pouco efetivo, a pedalada fica antiestética. Deves apoiar a zona do metatarso, mesmo debaixo da zona mais grossa do pé, a parte mais convexa. 

7> CUIDADO COM AS CURVAS

Nas curvas deves ter o pedal interior (ou seja, aquele que segue na direção da curva) na parte superior. Se o tiveres em baixo podes bater com o pedal ou com o pé no chão, fazendo com que te desiquilibres e, eventualmente, caias. Este é um ensinamento para a vida. 

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