Testámos durante algumas semanas os dois GPS lançados recentemente pela Bryton, o Rider 650 e o Rider 550. A marca continua a melhorar constantemente os seus produtos e tem lançado novos modelos, sendo atualmente das mais dinâmicas no setor. No caso destes dois novos aparelhos, têm aspetos em comum, como um preço acessível e desempenho de alta gama, mas também possuem bastante diferenças.
O Rider 650 custa 169,95€ e o Rider 550 somente 129,95€, ou seja, têm um preço bastante competitivo. Existem packs com sensores de frequência cardíaca e cadência que custam mais 50€ no caso do Rider 550, enquanto no Rider 650 podemos adquirir um pack com sensor de frequência cardíaca, cadência e velocidade por mais 80€. Em ambos os casos é oferecido um suporte com elásticos de diferentes tamanhos, adaptador V2 para suporte Garmin, cabo USB e fita de segurança. Além disso, também é vendida à parte uma capa protetora.

O QUE TÊM EM COMUM?
São esteticamente bastante parecidos, possuem o mesmo número de botões físicos na parte lateral (5 no total), entrada USB na parte inferior e visualmente a única grande diferença são os símbolos dos botões (brancos no caso do Rider 650 e brancos e laranja no Rider 550). Os ecrãs têm o mesmo tamanho e a luminosidade adapta-se ao ambiente. Quanto ao peso, são similares (a diferença é de apenas 5 gramas), sendo o Rider 650 ligeiramente mais pesado (87g no total, enquanto o Rider 550 pesa 82g).


O perfil de utilizador é igual e as suas configurações têm sobretudo duas valências: navegação por GPS e treino, sendo ambas bastante completas. Estes dois dispositivos não pertencem à gama S da marca, por isso as capacidades de controlo do treino não são tão avançadas como nos modelos de gama alta, mas são muito avançadas, tanto em termos de monitorização como em termos de análise das sessões, além de ser possível usar a app Bryton Active (a qual permite analisar os treinos e partilhar em plataformas como o Strava, Training Peaks, entre outras).
E por falar em compatibilidade, os dois dispositivos deste compartivo sincronizam perfeitamente com radares, ebikes, rolos de treino inteligentes, etc.


Quanto à navegação, ambos contam com a funcionalidade Climb Challenge. Já a referimos em outros testes realizados em produtos Bryton, mas relembramos que esta funcionalidade ajuda-nos a gerir a força quando enfrentamos subidas, mostrando dados do perfil dessa ascensão, zonas mais inclinadas, distância restante, desnível acumulado, entre outros.

Climb Challenge. No lado esquerdo do guiador está o Rider 550, e do lado direito está o Rider 650.
Por tudo isto podemos concluir que ambos são GPS bastante versáteis e completos, com um tamanho compacto, mas suficiente para uma boa visualização dos dados no ecrã.
DIFERENÇAS
A primeira diferença mais evidente quando ligamos os dispositivos reside no ecrã. Ambos são a cores, mas enquanto o Rider 650 tem ecrã tátil, o Rider 550 não. Há GPS no mercado com ecrãs táteis que são um pesadelo quando usamos luvas, mas no caso deste Rider 650 não tivemos problemas, dado que, além de possuir botões físicos que permitem mudar de menu, iniciar uma nova volta ou ativar o Quick Status, o ecrã é sensível e mesmo com luvas conseguimos usar a funcionalidade.
Em todo o caso, se por algum motivo não conseguirmos usar essa funcionalidade tátil - por exemplo, quando chove, é quase impossível - existe sempre a possibilidade de usar os botões. Além do mais, podemos bloquear o ecrã tátil para evitar alterações involuntárias, reativando quando estamos parados. Por sua vez, o Rider 550 só possui botões físicos, o que para algumas pessoas chega e sobra.

Mas há mais diferenças entre ambos. O 650 é compatível com três perfis de utilizador: BTT, estrada e Indoor. Por sua vez, o Rider 550 só tem um perfil. Além disso, como mostramos na tabela comparativa (mais abaixo), o Rider 650 possui funcionalidades como o Virtual Ride, que possibilita sincronizar com os rolos de treino inteligentes mais populares, bem como o Explore, que permite encontrar rotas sugeridas nas nossas imediações. O Rider 550 não tem estas valências.
Também há outra diferença que afeta a navegação por GPS. O Rider 650 tem mapas pré-instalados, enquanto o Rider 550 não. Ou seja, quando estamos no terreno o mapa dá-nos informações das redondezas no Rider 650, enquanto no Rider 550 as indicações são mais básicas, orientando a nossa navegação nos cruzamentos e pouco mais. Na prática, conseguimos navegar na mesma com o 550, embora os detalhes do 650 sejam de um nível muito superior.

No terreno, também notámos que, em geral, o Rider 650 é muito mais rápido em termos de processamento geral e deteta antes e melhor o sinal dos satélites do que o Rider 550.

Há alguns detalhes na visualização que revelam um firmware diferente. Por exemplo, em algumas ocasiões gostámos mais da forma como o Rider 550 mostra os dados, otimizando o espaço no menu principal, embora no campo reservado ao tempo em andamento não apareçam os segundos quando andamos mais de uma hora.



Um aspecto que sentimos falta em ambos os dispositivos é a capacidade de ampliar o mapa, bem como a possibilidade de modificar o número de campos exibidos no ecrã de dados em tempo real, sem ter que parar e alterar a configuração entre as várias opções disponíveis.
Quanto à autonomia, os dados são excelentes em ambos. A autonomia declarada pela marca é sempre difícil de alcançar num uso diário, dado que existem várias variáveis que mudam o consumo da bateria. Na ficha técnica, a marca alega 33 horas de autonomia no caso do Rider 650 e 37 horas no Rider 550.
No nosso caso, a autonomia rondou a 20 horas tanto no 650 como no 550. Mesmo assim um valor muito bom e mais realista numa utilização em ambiente outdoor.
QUAL É O MAIS INDICADO PARA CADA UM DE NÓS?
O Bryton 550 é um GPS perfeito para aqueles que querem gastar pouco dinheiro, mas querem um aparelho com funcionalidades que raramente encontramos em dispostivos que custam tão pouco. Inclui todas as funcionalidades básicas, mas não se restringe a essas, permitindo navegar e treinar.
Quanto ao Rider 650, custa mais 40€ do que o 550, mas já inclui ecrã tátil, navegação mais detalhada, mais perfis de utilizador, funcionalidades adicionais como Virtual Ride e o Explore, bem como mais fluidez. Trata-se de um modelo de gama média em termos de preço, mas com valências de gama alta. Se a diferença de preço não te assusta, é a opção que recomendamos.

FICHA TÉCNICA RIDER 650
[Características] Dimensões: 84,5 x 56,8 x 16 mm. Ecrã tátil a cores de 2,8 polegadas. [Opções] Existe versão com pack de sensores. [Peso] 87 g (sem o suporte) [Preço] 169,95 €. 249,95 € com o pack de sensores. [+ info] global.brytonsport.com. cicleon.com
FICHA TÉCNICA RIDER 550
[Características] Dimensões: 84,5 x 56,8 x 16 mm. Ecrã a cores de 2,8 polegadas. [Opções] Existe versão com pack de sensores. [Peso] 82 g (sem o suporte) [Preço] 129,95 €. 189,95 € com o pack de sensores. [+ info] global.brytonsport.com. cicleon.com













