Neste teste analisámos um avanço PLT em alumínio e um guiador PLT Carbon, posicionando-se claramente como uma solução de gama média-alta pensada para ciclistas que procuram equilíbrio entre desempenho, conforto e discrição, sem entrar no território mais caro e exclusivo da linha PRO Vibe.
Não é um conjunto que tente impressionar com soluções exóticas ou design arrojado; a sua força está precisamente na sobriedade e na eficácia.
O avanço PRO PLT é construído em alumínio 7075 forjado, com um design clássico de quatro parafusos frontais e, neste caso, um ângulo pronunciado de 17º para quem procura elevar ou baixar consideravelmente a altura do guiador, independentemente da altura com que ainda pode “jogar” com as anilhas da direção. A PRO também disponibiliza este avanço nos tradicionais 6º. E os comprimentos vão dos 50 aos 130 mm na versão de 6º e dos 80 aos 130mm com 17º.
Isto permite uma ampla escolha em função, por exemplo, do resultado de um bike fit em que tens de alterar a configuração atual. Também salientamos que a tampa dianteira é compatível com suporte de ciclocomputador PRO.
Em andamento este avanço proporciona uma rigidez bem equilibrada: é suficientemente sólido para sprints, com uma torção mínima, mas sem a sensação excessivamente “seca” de alguns avanços mais rígidos. Isto resulta numa frente precisa e estável. Esteticamente é bonito, com logos muito minimalistas, o que faz com que seja fácil combinar com qualquer outro componente ou com a estética geral da bicicleta.
O guiador PRO PLT Carbon faz parte de uma “família” de 5 modelos PLT, com diferentes materiais e formatos. A versão testada de 400 mm de largura em carbono UD T700 conta com um reach de apenas 70mm e 120mm de drop, tendo os drops um formato ergonómico. O topo está a meio caminho entre o tradicional perfil redondo e os aero, um compromisso que pessoalmente me agrada e é bastante confortável. A zona central é redonda, o que permite utilizar suportes standard.
A sua construção em carbono ajuda a filtrar vibrações de alta frequência provenientes do asfalto, algo que se nota sobretudo em estradas mais rugosas ou em voltas prolongadas. Não é um guiador excessivamente flexível, nem demasiado rígido: oferece um compromisso eficaz entre conforto e controlo, mantendo boa resposta quando se puxa pela bicicleta em subidas ou sprints fora do selim. Em termos de torção cede muito pouco, só mesmo em esforços quase “de propósito” é que se sente alguma torção mínima. Isto transmite segurança, sobretudo nos sprints. Onde se sente alguma flexão (e apenas vertical, que é bem vinda), é nos drops, quando passamos por alguma irregularidade mais pronunciada. Ai sente-se que os drops fletem um pouco verticalmente, o que funciona quase como uma micro suspensão e é notória e essencial se procuramos um pouco de conforto extra.
Como referido, em termos ergonómicos, o formato arredondado e simples do PLT Carbon agrada a quem prefere liberdade na escolha da posição das mãos e compatibilidade com diferentes tipos de manetes e não fica estranho se aplicarmos fitas de guiador nos topos (ao contrário de alguns modelos aero). A zona superior (tops) é confortável para rolar durante longos períodos, enquanto os drops, devido ao formato, permitem uma posição confiante em descidas, sem exigir adaptações ou ajustes complexos.
Numa utilização diária, o conjunto avanço mais guiador revela-se particularmente equilibrado: não se destaca por ser o mais leve da categoria, mas também não penaliza no peso; não é o mais rígido do mercado, mas oferece rigidez suficiente para a grande maioria dos ciclistas amadores e até competitivos. Onde realmente ganha pontos é na sensação global de controlo, conforto e previsibilidade — características que fazem diferença no dia a dia e ao longo de muitas horas em cima da bicicleta.
FICHA TÉCNICA
Pontos positivos: guiador ergonómico, rígido e ao mesmo tempo confortável onde interessa. Conjunto elegante e sóbrio. Avanço com várias opções de medidas em dois ângulos
Pontos a melhorar: guiador apenas disponível com 380, 400 e 420 mm de largura.











