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Peter Sagan poderá estar prestes a assinar pela Deceuninck-Quick Step, segundo o L´Equipe

O eslovaco termina o seu contrato este ano com a BORA-hansgrohe e parece cada vez mais provável a sua mudança de equipa em 2022.

Revista Ciclismo a fundo / Foto: Bettini, Gomez Sport

Peter Sagan poderá estar prestes a assinar pela Deceuninck-Quick Step, segundo o L´Equipe
Peter Sagan poderá estar prestes a assinar pela Deceuninck-Quick Step, segundo o L´Equipe

Aos 31 anos, o eslovaco Peter Sagan está prestes a terminar o seu contrato com a BORA-hansgrohe. Esta é a sua quinta temporada nesta equipa e até ao momento Sagan contabiliza 26 vitórias (das 115 do seu palmarés), além de outros marcos importantes na sua carreira, como duas camisolas verdes (classificação por pontos) na Volta a França.

A renovação com a equipa parece pouco provável, e isso nota-se nas declarações públicas proferidas por Ralph Denk, diretor geral da BORA-hansgrohe. O eslovaco - que aufere um salário anual de cinco milhões de euros - pretende assinar o seu último contrato como ciclista profissional, e a equipa alemã não aparenta estar com disposição de pagar uma quantia tão elevada a um ciclista que, segundo Ralph Denk, "está a entrar no Outono da sua carreira desportiva".

"Agradecemos o que o Peter fez pela equipa. Os patrocinadores tiveram muito mediatismo graças a ele, mas é um facto que a sua carreira está a entrar numa fase descendente", disse o responsável máximo da equipa alemã, salientando que gostaría de ter uma decisão tomada (relativamente à renovação do contrato) durante este mês de Abril.

Sagan já respondeu a estas declarações, dizendo que não se sente velho e que ainda pode ganhar corridas. Disse ainda que se a equipa alemã não o quiser, existem outras alternativas. "Se ele (Ralph Denk) acha que não precisa de mim para ganhar provas, serei o primeiro a tentar encontrar uma equipa que realmente me queira", disse Sagan.

Peter Sagan poderá estar prestes a assinar pela Deceuninck-Quick Step, segundo o L´Equipe

 

INTERESSE DE LEFEVERE

Este cenário fez com que o interesse de Patrick Lefevere tenha surgido, não só por ser um dos ciclistas mais carismáticos do pelotão, mas também por Sagan ter no seu currículo três Campeonatos do Mundo, o que é bastante atrativo para os seus patrocinadores. Segundo o jornal francês L´Equipe, Peter Sagan poderá ser contratado pela Deceuninck-Quick Step.

Embora as vitórias de Sagan diminuam a cada ano que passa, a verdade é que o seu talento é inegável. Além disso, a sua preparação para esta temporada ficou prejudicada pelo resultado positivo ao Covid-19, e mesmo assim foi quarto na Milão-San Remo.

É um facto que nenhuma outra formação consegue obter tanto rendimento dos seus ciclistas como a Deceuninck-Quick Step (veja-se o caso do João Almeida, Julian Alaphilippe...), sendo uma equipa que se foca muito nas clássicas. E é precisamente nesse tipo de provas que Sagan se sente como peixe na água. A última grande vitória do eslovaco foi no Paris-Roubaix de 2018. E ao assinar pela equipa belga estaría num ambiente muito mais familiar, podendo relançar a sua carreira.

No possível cenário de contratação do eslovaco pela Deceuninck-Quick Step, a Specialized irá desempenhar um papel importante. A marca californiana de bicicletas patrocina tanto a BORA como a equipa belga, e não tem intenção de perder o "poder de fogo" - tanto mediático, como desportivo - de Sagan. Aliás, fala-se que parte do seu salário é pago pela empresa de Morgan Hill.

Circulam rumores que asseguram que as negociações entre Sagan e Lefevere estão bastante avançadas. Mas existem outros assuntos pendentes que o "patrão" da Deceuninck-Quick Step tem de resolver mais urgentemente, como a continuidade do seu atual patrocinador principal, a renovação de Julian Alaphilippe (cujo contrato também acaba no final da temporada) e o assédio de outras equipas a João Almeida.