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Doping: Rui Vinhas acusa positivo, mas alega inocência

Segundo o jornal Record, o ciclista da W52-FC Porto Rui Vinhas acusou positivo (Betametasona) num controlo realizado na Volta a Portugal do ano passado. Mas o ciclista poderá ser ilibado se provar o recurso terapêutico.
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Doping: Rui Vinhas acusa positivo, mas alega inocência
Doping: Rui Vinhas acusa positivo, mas alega inocência

Na Volta a Portugal de 2018, Rui Vinhas foi protagonista de um ato heróico. Após chocar com uma viatura no decorrer de uma etapa, e ainda algo combalido e visivelmente debilitado (o ciclista tinha múltiplos ferimentos na face, nos braços e nas pernas), Vinhas, contrariando as recomendações do médico da prova, decidiu continuar para apoiar o seu chefe de fila e grande amigo Raúl Alarcon, que veio a ganhar a Volta.

Vinhas chegou a ser socorrido em prova - nomeadamento na limpeza das feridas - mas por aconselhamento médico foi levado no fim da etapa ao hospital para avaliação, onde fez exames e curativos. Desconhecemos se o médico da equipa esteve presente, mas certamente terão dado anti-inflamatórios ao ciclista da W52-FC Porto dada a gravidade dos seus ferimentos.

Este ano, no Dia do Pai, Vinhas recebeu uma notificação de resultado anómalo num controlo antidoping realizado durante a Volta a Portugal de 2018 devido à substância Betametasona, precisamente um anti-inflamatório.

Rui Vinhas tem agora de provar que tomou a substância (que aparece na lista de substâncias proibidas) por necessidade médica, bem como o método como o tomou (pomada, comprimidos ou via injetável). Relembramos que Rui Vinhas pode apresentar uma Autorização de Utilização Terapêutica, pois o acidente poderá ser prova suficiente de que era imperativo o ciclista recorrer a este medicamento. Aliás, o mesmo poderá ter tomado este medicamento no hospital, mesmo não sabendo.

Em todo o caso, terá de ser o ciclista e a Equipa Médica da equipa a responder nos termos legais, ou então, a solicitar a análise da Amostra B.

Há outro caso parecido na W52-FC Porto. César Fonte não tem estado a competir pois também acusou esta susbtância, aguardando-se para breve um desfecho desta situação.

No pior dos cenários, e como o processo de resposta e análise demora sempre algum tempo, Rui Vinhas poderá mesmo ficar impossibilitado de participar na Volta a Portugal deste ano. Vinhas ganhou a Volta a Portugal em 2016 e é uma peça fundamental na equipa W52-FC Porto, sobretudo nas etapas de montanha. 

 

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