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Richie Porte despede-se do ciclismo profissional

O australiano da INEOS Grenadiers já tinha dito que esta seria a sua última época, mas agora confessou que já não se sentia com ânimo para voltar a envergar um dorsal.

Richie Porte despede se do ciclismo profissional
Richie Porte despede se do ciclismo profissional

Já todos sabíamos que esta seria a última temporada como ciclista profissional. Mas ontem, através de um anúncio na redes sociais, o australiano confessou que a Volta à Grã-Bretanha (que terminou três dias antes da data prevista devido ao falecimento da Rainha Isabel II) foi a sua última competição... de sempre. 

Aos 37 anos, o ciclista da Tasmania tem um palmarés invejável. Foi terceiro na Volta a França de 2020, venceu inúmeras provas como o Dauphiné Liberé, Paris-Nice (duas vezes), Volta à Catalunha, Volta à Suíça, Volta à Romandia, Tour Down Under (duas vezes)...

"Acabou um capítulo de 13 anos da minha vida", escreceu Porte nas redes sociais. "Quando era miúdo e vivia na Tasmania, nunca imaginei que teria a sorte de viajar pelo mundo a andar de bicicleta, competindo pelas melhores equipas do mundo e conhecer pessoas fantásticas pelo caminho". 

"Estou pronto para desfrutar e aproveitar ao máximo o próximo capítulo, mas até agora foi uma viagem espetacular. Como disse o Forrest Gump: Estou bastante cansado, acho que quero ir para casa", concluiu Richie Porte na sua mensagem de despedida. 

O australiano foi entre 2012 e 2015 um dos principais ciclistas da poderosa equipa Sky de Bradley Wiggins e Chris Froome, e após uma passagem de três anos pela BMC Racing e dois anos na Trek-Segafredo, voltou nestes últimos dois anos à estrutura britânica, atualmente patrocinada pela INEOS. Estreou-se no ciclismo pela equipa continental australiana Praties (2008 e 2009), depois correu duas temporadas na Saxo Bank antes de ser contratado pela Sky. 

Soma 33 vitórias no seu palmarés e participou em 17 Grandes Voltas: 11 Voltas a França, quatro Voltas a Itália e duas Voltas a Espanha. O seu melhor resultado foi o terceiro posto alcançado no Tour de 2020, atrás de Pogacar e Roglic. 

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