Sabias que é perigoso fazer "tunning" numa bicicleta elétrica?

A CONEBI e a AMBE anunciaram estar preocupadas com a prática irresponsável de tunning em ebikes, a qual pode vir a ter consequências legais tanto para quem recorrer a esta prática como para toda a comunidade do ciclismo.
Carlos Pinto
Sabias que é perigoso fazer "tunning" numa bicicleta elétrica?
Sabias que é perigoso fazer "tunning" numa bicicleta elétrica?

Manipular as bicicletas de pedalada assistida é uma grande irresponsabilidade que pode ter consequências legais, além de acabar por prejudicar toda a comunidade ciclista. Esta é a visão da CONEBI (Confederação Europeia da Indústria da Bicicleta), a qual foi emitida através de um comunicado com o qual pretende alertar a comunidade em geral após "os gravíssimos factos que estão a ocorrer no mercado das bicicletas de pedalada assistida, ou EPAC (Electrically Power Assisted Cycle)". Tanto a CONEBI como a AMBE (Associação de Marcas e Bicicletas de Espanha) - lembramos que uma grande fatia das marcas comercializadas no nosso país é oriunda de distribuidores espanhóis - lembram que se uma bicicleta de pedalada assistida for manipulada, através da modificação da entrega de potência, velocidade máxima de funcionamento do motor auxiliar elétrico, através da ajuda de kits de alteração destes limites ou, inclusivé, dispondo de um modo off-road (fazendo com que a velocidade de assistência aumente acima dos 25 km/h), a bicicleta passa a converter-se de forma imediata num veículo a motor segundo o Regulamento (EU) 168/2013. Assim, recaem nesta bicicleta requisitos diferentes: deve circular com matrícula, seguro, carta de condução e capacete de ciclomotor, além de perder a garantia do fabricante e o direito a reclamar por possíveis defeitos dos materiais.

Este facto já tinha sido alertado pela revista eBIKE Portugal, que publicou um artigo sobre as consequências destas alterações. Sabias que é perigoso fazer "tunning" numa bicicleta elétrica?