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Teste: travões Sram Code RSC

A SRAM redesenhou os seus míticos travões de 4 pistons, anteriormente conhecidos como Avid Code, um modelo que foi apresentado em 2006.

Teste: travões Sram Code RSC
Teste: travões Sram Code RSC

A nova geração destes travões oferece as mesmas características da restante família de travões SRAM (Guide ou Level), como o SwingLink, uma pequena ligação localizada entre o piston da manete e o manípulo que melhora o tato e ajuda a modular a travagem, ou o Contact Point Adjustement, a roleta externa para ajustar a tensão das manetes e igualar o tato dos dois travões. Possui também a regulação de alcance manual, mediante uma roleta externa na manete. Desenhado para ser usado em Downhill, esta manete de alumínio rola sobre rolamentos selados nesta versão RSC.

A estética dos Code é similar à dos Guide, mas com o depósito de expansão maior, com 30% de mais volume de líquido DOT 5.1 que assegura um funcionamento mais constante nas descidas longas, onde o sobreaquecimento é maior. Outra medida para dissipar o calor é o Heat Shield, uma pequena placa de aço inoxidável que separa as pastilhas da pinça na sua parte frontal, conseguindo assim reduzir a temperatura até 20ºC, segundo os testes da SRAM.

Nos Code os pistons maiores têm 16 e 15 mm de diâmetro frente aos 16 e 14 mm dos Guide. Consegue-se deste modo 15% de maior poder de travagem do que nos Guide. Os pistons do modelo RSC são de plástico fenólico. 

O curso do fluido dentro da pinça é mais direto e simétrico, de maneira a que os 4 pistons recebem ao mesmo tempo a mesma pressão. Purgar é muito simples e uma mudança completa de óleo DOT realiza-se em apenas 5 minutos, através de um terminal especial que coneta a seringa ao Bleeding Edge da pinça, sem ferramentas nem derrames de líquido. A conexão da bicha é orientável para se adaptar à bicicleta. 

Os travões Code RSC são potentes e modulares. Testámo-los com pastilhas metálicas e discos de 200/180 mm. Ao começar a pressionar a manete não travam em seco, mas se pressionarmos um pouco mais aí sim, aparece toda a potência. Esta modulação é fundamental para enfrentar zonas resvaladiças, em piso seco ou molhado, ou onde é preciso gerir bem a velocidade para não bloquear a roda. O tato é muito bom, suave e nítido. Tivemos a oportunidade de os colocar à prova num bikepark com descidas de grande desnível, onde a travagem é constante do início ao fim, daquelas onde ao chegarmos ao fim costuma cheirar a "embraiagem queimada". A consistência da travagem manteve-se sempre, sem alterações no tato, na modulação ou na capacidade para deter a bicicleta. 

O melhor. Modulação, potência, tato, estabilidade de travagem. Purgar é bastante simples.

A melhorar. O seu peso limita a utilização em certas disciplinas.

FICHA TÉCNICA:

CARACTERÍSTICAS: Alumínio forjado. Parafusos em aço. 4 pistons. Regulação de alcance manual. Regulação de curso das manetes. Conexão para purgar Bleeding Edge. Manetes reversíveis. Abraçadeiras MatchMaker compatíveis. Bicha orientável na  pinça. Pastilhas metálicas.
OPÇÕES: Discos 160, 170, 180 ou 200 mm. Pastilhas orgânicas.
PESO: Travões (com adaptador e bichas de 810 mm e 1.780 mm) dianteiro 351 g., traseiro 368 g. Disco 180 mm, 148 g. Disco 200 mm, 191 g.
MAIS INFORMAÇÕES: www.sram.com

 

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