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Teste exclusivo: MMR Adrenaline SL Team

A MMR Adrenaline SL Team é aquele tipo de bicicleta que responde imediatamente ao nosso impulso. Superleve, rígida e rápida, tem uma relação qualidade/preço de fazer inveja a muitas marcas. Ainda por cima é a mesma bicicleta que a equipa Caja Rural-Seguros RGA vai usar este ano na Volta a França, embora com alguns componentes diferentes.

Carlos Pinto. Ciclista: Alexandre Silva

Teste exclusivo: MMR Adrenaline SL Team
Teste exclusivo: MMR Adrenaline SL Team

Os nossos colegas de redação já tinham experimentado esta nova versão da MMR em Espanha, mas finalmente tivemos a oportunidade de a testar em exclusivo nacional em solo luso.

Esteticamente é mais bonita ao vivo do que nas fotografias e não deixa ninguém indiferente. As cores são um tributo ao patrocinador principal da equipa de Iúri Leitão, a Caja Rural, que este ano se vai estrear na Volta a França.

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Quanto ao quadro e à forqueta, são fabricados em carbono de alto módulo, o que se traduz em maior rigidez. Tanto o tubo diagonal como o horizontal são sobredimensionados enquanto as escoras traseiras são bastante mais finas.

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Mas o detalhe principal reside no sistema de aperto do espigão de selim. Em vez de se basear na tradicional abraçadeira, a MMR optou por um parafuso de titânio. Confessamos que inicialmente pensámos ser um sistema menos fiável, mas a verdade é que o espigão nunca baixou, mesmo com os nossos "generosos" 88 kg!

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VÊ AQUI O VÍDEO

 

 

PERIFÉRICOS DE EXCELENTE QUALIDADE

Nesta bicicleta não há nenhum periférico que tenha nota negativa. Todos são de marcas conhecidas e com destaque para a fibra de carbono. Por exemplo, as rodas são as Vision SC com 45 mm de perfil e os pneus são os afamados Vitoria Corsa Pro de 30 mm.

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A transmissão foi confiada ao grupo eletrónico Shimano Ultegra Di2, com 52-36 à frente e 11-34 atrás.

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O cockpit fabricado numa só peça é outro dos componentes escolhidos a dedo. Trata-se do Vision Metron 5D SME Evo, que não só ajuda a filtrar as vibrações da estrada, como permite variar a posição das mãos.

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O espigão também é em carbono - trata-se do FSA K-Force de 27,2 mm - e o selim é o Selle Italia SLR Advan L1, um modelo que, embora tenha carris em aço, inclui sistema de amortecimento, portanto apto para longas distâncias. 

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DA TEORIA À PRÁTICA

O desenvolvimento deste novo quadro em carbono de alto módulo serviu, sobretudo, para dar à equipa uma bicicleta superleve, capaz de ombrear com as melhores. Já tivemos a oportunidade de testar praticamente todas as bicicletas de topo e dizemos sem qualquer hesitação que esta Adrenaline SL está ao mesmo nível. Tal como acontece atualmente nas grandes marcas, a MMR adotou uma geometria que não é demasiado competitiva nem excessivamente relaxada. Porquê? Porque as provas atuais são sempre "com a faca na garganta", isto é, o ritmo é sempre muito alto, portanto é preciso uma bicicleta que permita manter um andamento alto, mas sem massacrar demasiado as costas, e que, ao mesmo tempo, não seja excessivamente permissiva, o que poderia comprometer a aerodinânica e a performance geral. Este compromisso está muito bem concebido nesta bicicleta e quando ultrapassamos a barreira das 3h a pedalar não sentimos o desgaste tradicional das bicicletas racing.

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Rolar a mais de 30 km/h é muito fácil com esta bicicleta, fruto de um conjunto rígido, mas com tolerâncias bem medidas. As excelentes rodas Vision ajudam, bem como os pneus de 30 mm. A cereja no topo do bolo acontece quando nos levantamos do selim para mudar de velocidade ou ultrapassar uma pequena subida. É notória a rigidez geral, e a cada pedalada sentimos a bicicleta avançar, algo que só acontece em bicicletas de muito boa qualidade.

O rácio da transmissão - 52-36 e 11-34 - é suficiente para a maioria das situações, embora seja algo limitativo para os menos treinados. Quanto à fiabilidade, é altíssima. Não só porque todos os componentes são de marcas de topo, mas também porque não existem discrepâncias entre as expetativas iniciais e aquilo que a bicicleta oferece. Curva muito bem, fruto dos generosos pneus de 30 mm da Vittoria - embora possam ser instalados uns de 32 mm - e como as rodas Vision têm uma largura acentuada, sentimos um equilíbrio adicional. 

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Em estradas muito degradadas o comportamento não é tão premium, mas nesse caso se instalarmos uns pneus de 32 mm com menos pressão resolvemos o problema. Nesta bicicleta só dois detalhes entraram na lista de pontos a rever. O primeiro tem a ver com a opção de um eixo Press Fit. Estes eixos requerem uma atenção mais redobrada e mais manutenção do que os eixos de rosca. O segundo aspeto tem a ver com o selim. Este modelo - Selle Italia SLR Advan - é novo e neste caso trata-se da versão sem abertura central. Confessamos que em treinos longos sentimos um ligeiro desconforto, fruto da espuma de baixa densidade. Há versões SLR com mais almofadado.

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PREÇO QUE ENVERGONHA MUITAS RIVAIS

Como já referimos, o seu comportamento está ao nível das melhores bicicletas que já testámos, mas o seu preço é inferior ao de mais de 80% das marcas rivais. E esta nem sequer é a versão topo de gama (há dois modelos acima). Com esta montagem e no tamanho L pesa 7,84 kg - no M o peso ronda os 7kg - e custa 4.730€, um excelente valor tendo em conta tudo a que temos direito. 

O seu quadro topo de gama, a fiabilidade da transmissão eletrónica Shimano, o sistema de travagem super fiável e os periféricos de marcas consagradas ajudam a um comportamento que se torna aditivo. Graças a ela, passámos dias a tentar bater recordes pessoais e a sentirmo-nos abençoados por termos a possibilidade de testar uma bicicleta fantástica, que a partir de Junho será conhecida em todo o mundo graças à Volta a França. 

 

Aspetos positivos: rigidez, leveza e facilidade de atingir altas velocidades. Escolha criteriosa dos componentes. Fiabilidade geral.

Aspetos a melhorar: eixo Press Fit e selim. 

 

FICHA TÉCNICA

Quadro e forqueta: carbono de alto módulo
Transmissão: Shimano Ultegra Di2
Travões: Shimano Ultegra
Direção: FSA NO.80 1.5" ACR
Guiador: Vision Metron 5D SMR Evo
Manípulos: Shimano Ultegra
Rodas: Vision SC45 i23
Pneus: Vittoria Corsa Pro, 700x30
Cassete: Shimano Ultegra, 11-34
Corrente: Shimano M7100
Cremalheira: Shimano Ultegra, 52-36
Eixo: PressFit 86.5
Selim: Selle Italia SLR Advan
Espigão de selim: FSA K-Force 27,2 mm
Peso: 7,84 kg (tamanho L)
Tamanhos disponíveis: S, M e L
Preço: 4.730€
 

OPÇÕES NA GAMA

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Adrenaline 10 - Este modelo está disponível do XS ao XL - ao contrário da versão Team que testámos, que exclui o XS e o XL - e a principal diferença reside nas rodas - esta traz DT Swiss ERC 1400 45 -, e nos pneus (neste caso inclui os leves Hutchinson Blackbird TLR de 30 mm). Custa 5.430€.

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Adrenaline 00 - Este é o modelo topo de gama e inclui uma transmissão Dura Ace Di2 com medidor de potência integrado - a configuração das cremalheiras é a mesma das versões anteriores e no caso dos carretos adota 11-30 -, rodas Vision Metron RS 45, pneus Hutchinson Blackbird Race TLR de 30 mm e espigão Vision Metron RS. Custa 7.665€. 

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