Teste pedais Shimano M8140

Com o crescimento do Trail e Enduro no nosso país, aumentou também a procura de pedais de plataforma. Testámos os Deore XT, os quais estão disponíveis em dois tamanhos.
Carlos Pinto
Teste pedais Shimano M8140
Teste pedais Shimano M8140

Já há alguns anos que não se via uma procura como esta em termos de pedais de plataforma. Julgo que desde os tempos áureos do Downhill e do Freeride. O BMX também adota este tipo de pedais - no entanto com algumas particularidades - por isso as marcas como a Shimano - na vanguarda da tecnologia em todas as vertentes do ciclismo e BTT - não poderia deixar de lançar novos produtos.

É o caso destes Deore XT, que na prática têm a denominação comercial de M8140. Estes pedais estão disponíveis em dois tamanhos (SM e ML, ou Small/Medium e Medium/Large) otimizando assim a escolha de cada um, dado que o tamanho de pé difere de pessoa para pessoa. Deste modo, pessoas que calcem do 36 ao 44 devem usar o SM e quem calce do 43 ao 48 deve usar o ML. Caso calces o 44 e não saibas bem qual escolher, damos-te um conselho: és daquele que raramente tem dificuldade nas manobras mais técnicas em encontrar o pedal? Então a escolha óbvia é o SM. Se, por outro lado, ainda és iniciante e aprecias mais uma plataforma sobredimensionada que te garanta um apoio eficaz, então opta pelo ML. Aqui a experiência dita as regras. E a diferença de tamanho entre os dois existentes é relativamente pequena. O SM mede 100 x 105 mm e o ML 110 x 115 mm.

No caso dos nossos pedais (os ML), o peso ronda os 510g, contudo se optares pela versão mais pequena baixa para os 461. É um peso bom para um pedal de metal com eixo em cromoly, o que assegura resistência e durabilidade. Cada pedal leva 10 pinos de cada lado, colocados estrategicamente e oferece no pack mais um conjunto de pinos de substituição. Existe a possibilidade de colocar pinos mais curtos ou longos. Os mais longos destinam-se, sobretudo, para situações enlameadas ou zonas muito técnicas que requerem uma aderência extra aos pedais. Trocar os pinos é bastante fácil, basta usar uma chave sextavada apropriada.

A base do pedal de duas faces é bastante aberta, possuindo reentrâncias em várias zonas para permitir a evacuação da lama e dos detritos que eventualmente se acumulem. E de facto funciona, pois mesmo que tenhamos de colocar os pés no chão e encher os pedais de lama, basta bater com a sola do sapato nos pedais uma ou duas vezes para facilitar a evacuação. Quanto ao design do pedal é muito bem concebido, sendo côncavo e tendo as laterais (tanto a de dentro, na zona dos cranques, como a exterior) um sentido afunilado, para assegurar um apoio correto e evitando excesso de material. Ao nível do grafismo, as zonas normalmente mais propensas a ficar riscadas (devido a toques, quedas, etc) têm detalhes gravados a laser, para disfarçar essa deterioração.

Na prática, são uns pedais bastante fiáveis, que cumprem eficazmente o seu papel e com uma garantia de qualidade e assistência técnica que só a Shimano proporciona.

Deixamos apenas um reparo caso sejas inciante nestas lides do BTT: usa joelheiras e caneleiras. Existem poucas coisas tão dolorosas como bater com os pedais na canela numa manobra mal executada. E tendo pinos, o risco de cortes (eventualmente profundos) deve ser tido em conta. Em todo o caso, após conheceres as mais-valias deste tipo de pedais, verás que não existe nada melhor.

Peso: 510g

Preço: 99 euros

Distribuidor: Sociedade Comercial do Vouga

Site: http://www.scvouga.pt/pt/