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Bowman estreia-se a ganhar na Volta a Itália

O neerlandês da Jumbo-Visma bateu ao sprint Bauke Mollema, Formolo e Dumoulin. Já no grupo dos favoritos não houve ataques, portanto tudo se mantém igual.

Fernando Belda e Carlos Pinto

Bowman estreia se a ganhar na Volta a Itália
Bowman estreia se a ganhar na Volta a Itália

Koen Bowman voltou a dar alegrias à Jumbo-Visma, uma equipa que andava um pouco deprimida nesta Volta a Itália. Juntamente com o colega de equipa Tom Dumoulin, atacou e entrou numa fuga com Bauke Mollema e Davide Formolo, discutindo a vitória em Potenza. O ciclista natural de Ulft (Países Baixos) de 28 anos bateu no sprint final Bauke Mollema e Davide Formolo, ficando Dumoulin no quarto lugar. É a sua segunda vitória como profissional (a vitória anterior ocorreu em 2017 no Criterium du Dauphiné). 

Esta 7ª etapa da Volta a Itália (numa ligação de 196 km entre Diamante e Potenza) foi uma tirada muito dura, com nada mais nada menos que 4.400 metros de desnível acumulado através das montanhas da Calabria-Lucanian, com quatro subidas pontuáveis. Foi uma etapa muito disputada entre os fugitivos - que no início eram sete -, mas muito mais tranquila para os favoritos da geral. Parece que existe uma espécie de pacto de não agressão.  

A INEOS assumiu o comando da corrida a cerca de 50 km do final, mas não imprimiu um ritmo demasiado forte. Sendo assim, a geral continua igual, com o espanhol Juanpe López de rosa

juanpe lopez
 

JUMBO-VISMA, AO ATAQUE

A etapa foi animada, com inúmeros ataques - destacando-se De Gendt, De Marchi ou Van der Poel - mas a verdade é que não vingaram. Depois, na primeira dificuldade montanhosa - Passo Colla (9.3 km a 4.3%) começaram as tentativas de fuga. Na perigosa descida que se seguiu, Sergio Samitier (Movistar) caiu e teve de abandonar, com vários cortes na face e na cabeça. 

Os ataque continuaram, mas somente no Monte Sirino (24,4 km a 3.8%) a fuga do dia ficou consolidada, com Poels, Davide Villella, Davide Formolo e Koen Bowman, tendo pouco depois a companhia de Tom Dumoulin, Diego Camargo e Bauke Mollema. A Jumbo-Visma, sem um verdadeiro homem forte para a geral, passou ao ataque com Bowman e Dumoulin, enquanto a Trek-Segafredo defendia a liderança de Juanpe López. 

JOGADA PERIGOSA DA UAE TEAM EMIRATES

"Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar". Este ditado popular pode ter duas interpretações possíveis, mas a verdade é que a equipa UAE Team Emirates de João Almeida arriscou muito ao ter um dos principais gregários de Almeida na fuga do dia. Embora João Almeida seja o líder indiscutível da equipa, a verdade é que tem poucos ciclistas com capacidade para aguentar o ritmo na alta montanha e Formolo é claramente um deles.

Um ataque numa etapa como esta, com muito acumulado e com uma quilometragem considerável vai deixar marcas no italiano e, quer queriamos, quer não, Formolo não vai conseguir estar sempre ao lado do luso quando for necessário. Não sabemos se foi má gestão da equipa - pois não acreditamos que Formolo por sua própria iniciativa decidiu atacar e entrar na fuga - mas numa equipa que tem somente dois ou três elementos com veia trepadora, fica um pouco curto dispensar um dos principais, tendo em conta que a geral é o que mais conta numa prova de três semanas. 

Amanhã a etapa será mais curta, mas intensa. O pelotão terá de percorrer 153 km em Nápoles, num constante sobe e desce, embora sem grandes dificuldades. Depois da partida em Nápoles, o pelotão passará por Bacoli e entrará num exigente circuito entre este município e Monte di Procida que terá de ser percorrido cinco vezes. No final da última volta, a comitiva regressa a Nápoles pelo passeio marítimo de Via Caracciolo, onde estará localizada a meta. Poderá ser uma chegada ao sprint se nenhuma fuga vingar. 

etapa 8
 

 

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