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Top-10: principais favoritos para a Volta a Itália

A edição nº105 da Volta a Itália que começa hoje em Budapeste (Hungria), tem um conjunto assinalável de potenciais candidatos à vitória, com Richard Carapaz, Simon Yates, João Almeida, Superman López e Romain Cardet como grandes favoritos. Este é o nosso top-10.

FERNANDO BELDA. FOTOS: SPRINT CYCLING AGENCY

Top 10 principais favoritos para a Volta a Itália
Top 10 principais favoritos para a Volta a Itália

1. RICHARD CARAPAZ (INEOS GRENADIERS)

A INEOS Grenadiers procura a sua terceira vitória consecutiva nesta prova (após as conquistas de Tao Geoghan Hart e Egan Bernal), por isso o equatoriano Richard Carapaz será o líder. O campeão olímpico e vencedor da Volta a Itália em 2019 (na altura representava a Movistar) é sem sombra de dúvida o principal candidato devido aos seus dotes de trepador, à sua experiência e solidez em grandes voltas - já esteve no pódio nas três principais voltas -, além disso conta com um bloco muito sólido, com ciclistas de alto gabarito como Jonathan Castroviejo, Jhonatan Narvaez, Richie Porte ou Pavel Sivakov como gregários de luxo. Na sua última prova antes deste Giro - a Volta à Catalunha - acabou em segundo lugar, após dar espetáculo na etapa rainha, fruto de um ataque de longe com Sergio Higuita. 

2. SIMON YATES (TEAM BIKEEXCHANGE-JAYCO)

Esta será a quinta tentativa do britânico na Volta a Itália, uma corrida com a qual mantém uma peculiar relação amor-ódio. Em 2018 venceu três etapas e vestiu a camisola rosa durante 13 jornadas antes de se afundar na classificação a três dias do final na histórica etapa de Bardonecchia, que teve como vencedor Froome. No ano seguinte foi 8º da geral, em 2020 teve de abandonar após acusar positivo no teste ao coronavírus e em 2021 subiu ao pódio (foi terceiro) após ganhar em Alpe di Mera. Aparentemente Yates chega em muito boa forma após ter sido 5º na Volta à Andaluzia, 2º na Paris-Nice e de ter vencido duas etapas na Volta às Asturias. "O nosso objetivo é o pódio, e quando chegarmos perto da última semana avaliaremos se estamos em condições de ganhar a Volta a Itália ou não!", confessou.

3. JOÃO ALMEIDA (UAE TEAM EMIRATES)

O "nosso" João Almeida foi a grande revelação da Volta a Itália em 2020, na qual acabou em quarto lugar, com somente 22 anos e depois de ter sido líder durante 15 etapas. Em 2021 foi 6º, portanto esta será a sua terceira participação na prova italiana e a primeira a liderar a equipa que representa, neste caso a UAE Team Emirates. Ao seu lado terá corredores de qualidade como Diego Ulissi, Alessandro Covi, Davide Formolo ou Rui Costa, o que aumenta as opções de João Almeida, que se destaca por ser um ciclista completo, com carácter e que a cada dia que passa evolui, defendendo-se melhor na alta montanha. Infelizmente o contrarrelógio só tem 26,6 km e é precisamente nesta especialidade que o João pode marcar grandes diferenças, no entanto treinou muito para chegar a esta prova capacitado para lutar pelo Troféu Senza Fine. Esta época foi 8º na Paris-Nice, 3º na Volta à Catalunha e 5º no Tour dos Emirados Árabes Unidos - apesar de estar a trabalhar para o seu líder, Tadej Pogacar - resultados que confirmam as suas reais aspirações. 

4. MIGUEL ÁNGEL LÓPEZ (ASTANA QAZAQSTAN TEAM)

Embora tenha ido ao pódio em 2018 (foi 3º classificado), o trepador colombiano nunca ganhou uma etapa da Volta a Itália, algo que já teve a felicidade de conseguir nas outras duas grandes voltas. O objetivo é claro, voltar a estar no pódio, e de uma coisa não se pode queixar: a extensão do contrarrelógio, que claramente o favorece. Este ano há um condimento extra que distingue a sua participação no Giro após a sua polémica saída da Movistar, por isso veremos que clima encontraremos em solo italiano. Já com as cores da Astana, ganhou uma etapa de montanha no Tour dos Alpes. É um ciclista irregular, mas quando está inspirado é um dos melhores trepadores do mundo. 

5. ROMAIN BARDET (TEAM DSM) 

O francês da DSM já esteve duas vezes no pódio da Volta a França, mas só se estreou na Volta a Itália em 2021, onde acabou em 7º. Este ano ambiciona melhorar este resultado e já confessou que o percurso lhe assenta que nem uma luva. Como bagagem para este Giro leva a vitória no Tour dos Alpes, o que confirma o seu bom estado de forma e moral. Ao seu lado terá o jovem talento Thymen Arensman, que será o seu braço direito nas etapas de montanha. 

6. MIKEL LANDA (BAHRAIN VICTORIOUS) 

Após ficar fora do Giro em 2021 devido a uma queda na qual fraturou a clavícula e várias costelas, o espanhol vai liderar a Bahrain Victorious na grande volta que mais alegrias lhe deu (foi 3º em 2015, 4º em 2019 e venceu três etapas). A primeira metade da temporada deixou boas indicações (sobretudo na Tirreno-Adriático, onde acabou em 3º lugar, atrás de Pogacar e Vingegaard), e reconhece que está em boa forma e motivado. Ao seu lado terá Pello Bilbao e Wout Poels, claramente com reais opções à geral. 

7. WILCO KELDERMAN (BORA-HANSGROHE)

O neerlandês é um ciclista muito regular (com seis top-10 nas três grandes voltas), mas parece que falta sempre algo para lutar pela vitória. Na Volta a Itália de 2020 foi quando mais hipóteses teve, vestindo a camisola rosa durante dois dias e acabando no pódio, em terceiro. O início desta temporada foi algo cinzento, mas será novamente o chefe de fila de uma BORA-hansgrohe que terá como segundo chefe de fila o talentoso australiano Jai Hindley. Emanuel Buchmann (que chegou a ser 4º no Tour de 2019) é também um nome a reter, bem como Lennard Kamna, um rolador de altíssimo nível e um dos principais "caça etapas". 

8. GIULIO CICCONE (TREK-SEGAFREDO) 

Vencedor de duas etapas na Volta a Itália (em 2016 e 2019) e do Grande Prémio da Montanha em 2019, o trepador italiano será o chefe-de-fila da Trek-Segafredo numa fase crucial da sua carreira. Aos 27 anos, será o tudo ou nada e caso não se afirme como grande trepador, lutando por um dos lugares de topo na Volta a Itália, poderá perder o estatuto de líder. Na edição de 2021 acabou em 6º na 16ª etapa, a segundos do pódio, mas uma queda a caminho de Sega di Ala dinamitou as suas hipóteses, tendo sido obrigado a abandonar. Este ano foi 10º na Tirreno-Adriático e 8º na Volta à Comunidade Valenciana. 

9. IVÁN RAMIRO SOSA (MOVISTAR TEAM) 

A sua recente vitória na Volta às Astúrias, batendo Simon Yates, relança as opções do colombiano da Movistar, que enfrentará pela primeira vez uma grande volta com estatuto de líder à geral. Já participou na Volta a Itália em 2019 e na Volta a Espanha em 2020, mas sempre como gregário dos seus líderes na INEOS. Sosa venceu duas vezes a Volta a Burgos e o Tour de Provence em 2021, por isso, aos 24 anos está numa excelente altura para consolidar a sua carreira. Alejandro Valverde tentará ganhar etapas, embora tenha assegurado que vai ajudar Sosa na alta montanha. 

10. GUILLAUME MARTIN (COFIDIS)

Em 2021 foi 8º classificado no Tour e 9º na Volta a Espanha, o que confirma o seu estatuto de favorito ao top-10. Este ano será a sua estreia na Volta a Itália e pretende deixar a sua marca como um dos melhores trepadores do mundo num percurso que o favorece. É um ciclista muito competitivo que se preparou com afinco, especialmente durante um estágio realizado durante três semanas na Sicília, nas encostas do vulcão Etna. Esta temporada foi 8º na Volta à Catalunha, 9º na Paris-Nice e 3º no Tour dos Alpes Marítimos. 

OUTROS CANDIDATOS À GERAL:

Pello Bilbao e Wout Poels (Bahrain Victorious)

Tom Dumoulin e Tobias Foss (Jumbo-Visma)

Jai Hindley (BORA-hansgrohe)

Hugh Carthy (EF Education-Easy Post)

Attila Valter (Groupama-FDJ)

Thymen Arensmann (Team DSM)

Lorenzo Fortunato (EOLO-Kometa)

Vincenzo Nibali (Astana Qazaqstan Team)

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