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Polémicas no BTT. O que achas disto?

Certamente já ouviste opiniões contrárias às tuas e no caso do BTT e do ciclismo em geral existe um conjunto de temas que causam atritos e discussões. Vamos tentar responder a algumas das dúvidas mais recorrentes, mas gostaríamos de saber a tua opinião.

Yago Alcalde e Carlos Pinto

Polémicas no BTT. O que achas disto?
Polémicas no BTT. O que achas disto?

1. Que bicicleta é mais rápida? 26, 27.5 ou 29"?

Já sabemos que vai sempre haver alguém a discordar, mas os estudos laboratoriais demonstram que as rodas maiores fazem com que consigamos pedalar mais rápido. No entanto, e como vimos em vários estudos, as diferenças entre as 29" e as 27,5" não são assim tão grandes como algumas pessoas alegam.

2. As 29" não são ideais para utilizadores de baixa estatura.

Esta afirmação não faz sentido. Há muitos betetistas de baixa estatura que usam bicicletas com rodas de 29" e não têm qualquer problema. Inclusivé na Taça do Mundo. Por outro lado, há quem prefira a agilidade das rodas mais pequenas, sobretudo nas descidas. A maior parte das marcas está a reduzir o stack (altura) dos quadros, permitindo que as pessoas mais baixas possam adotar uma posição mais equilibrada em cima da bicicleta.

3. Devemos levar os pés completamente direitos quando estamos a pedalar.

Não necessariamente. E isto é um erro que vemos muitos bike fitters cometer. Há pessoas que, mesmo ao caminhar, andam com os calcanhares ou as pontas dos pés ligeiramente para fora. Se o fazem é porque a sua biodinâmica e fisionomia assim o obriga para manter o equilíbrio. Obrigar uma pessoa que tem esta particularidade a pedalar com os pés completamente retos, fará com que adotem uma posição pouco natural, o que pode provocar graves problemas nos joelhos e nas articulações a médio/longo prazo. O ideal é colocar os cleats numa posição o mais natural possível, salvaguardando sempre os joelhos.

4. As cãibras ocorrem por haver falta de eletrólitos.

Falso. Atualmente nenhum estudo demonstra que a causa das cãibras seja um déficit de sais minerais. O que os estudos demonstram é que a fadiga está sempre presente quando aparecem os primeiros sintomas. Por isso, para evitar as cãibras o melhor é treinar mais (e de modo mais eficiente) para evitar chegar a um nível de fadiga muscular tão elevado.

5. Os selins com abertura central evitam o adormecimento genital.

Não é totalmente verdadeira esta afirmação, embora normalmente ajudem a minimizar. O mais importante nestes casos é analisar onde é que o ciclista está sentado, pois por vezes o problema não é o selim em si, mas a zona onde sentamos os ísquios. Muitas vezes, o adormecimento genital deve-se ao facto de colocarmos o selim numa posição demasiado elevada e nesse aspeto, tanto faz se o selim tem abertura ou não. Além disso, se o selim for demasiado estreito, também pode provocar um aumento da pressão na zona do períneo.

6. Subir a altura do guiador ajuda a evitar dores no pescoço e nos ombros.

Também não é bem assim. As dores na zona mais elevada das costas devem-se - frequentemente, diga-se de passagem - à adoção de uma posição demasiado curta, ou seja, pedalar demasiado encolhido. Isto faz com que o pescoço esteja encolhido entre os ombros, gerando muita tensão nessa zona.

7. Treinar muitas horas a baixa intensidade é a melhor opção para queimar gordura.

Mais uma vez, esta afirmação não está correta, pois os estudos realizados demonstram que se gastam as mesmas gorduras a alta e a baixa intensidade. A única diferença é que o gasto calórico é maior quanto mais elevada for a intensidade e, portanto, perderemos mais peso. Além disso, depois do treino, o metabolismo mantém-se mais acelerado se o exercício tiver sido intenso.

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