A nova versão do grupo topo de gama da italiana Campagnolo tem manetes mais ergonómicas, novos botões, um desviador redesenhado, uma ampla gama de cremalheiras e cassetes, bem como um preço mais ajustado. Além disso, já possui 13 velocidades e destaca-se pela leveza. Tivemos a oportunidade de o testar durante várias semanas para ver se cumpria ou não as expetativas e podemos dizer que as superou.
As manetes são muito confortáveis e têm uma aderência muito boa, deixando bastante espaço livre para os dedos na parte superior. A versão WLR não tinha um botão para o dedo polegar (Thumb Shifter) baixar os carretos ou o prato dianteiro, e nesta versão a Campagnolo corrigiu esse erro, embora o botão seja mais pequeno.
Este botão é fácil de usar e evita que confundamos, dado que está totalmente separado da manete que sobe os carretos ou a cremalheira. Também inclui botões na parte superior da manete - configuráveis através da app MyCampy - e apesar de serem muito pequenos, estão num lugar acessível.
Quanto ao novo design dos desviadores, permite que fiquem perfeitamente alinhados com a bicicleta e são menos volumosos. A velocidade da passagem das mudanças, tanto a subir como a descer, é muito elevada. A suavidade e a precisão também foi otimizada e durante todo o teste não notámos qualquer desafinação. O desviador frontal tem uma velocidade de passagem da cremalheira pequena para a maior ligeiramente mais lenta, mas isto é propositado e pretende evitar uma saída de corrente ou desgaste prematuro da corrente e dos dentes das cremalheiras.
13 VELOCIDADES
O carreto extra é uma mais-valia ao reduzir o salto entre os carretos, uma vantagem se compararmos com a cassete de 12 velocidades, principalmente em versões com uma desmultiplicação elevada, como o 11-36 que testámos. Tanto os travões - que são muito potentes e fiáveis - como os cranques e medidor de potência HPPM são exatamente iguais aos da geração anterior.
Uma das perguntas que mais nos fizeram foi se o Super Record 13 está à altura dos grupos topo de gama da Shimano e da SRAM, ou seja, o Dura Ace Di2 e o Red AXS. A resposta é afirmativa e inclusive em alguns pontos é superior. É a transmissão eletrónica de ciclismo com travões de disco mais leve do mercado e o seu preço sofreu uma redução considerável, para se situar ao mesmo nível dos restantes grupos que mencionámos.
No entanto, tem como desvantagens não possibilitar mudar as baterias, a menor disponibilidade de peças de substituição - se compararmos com as marcas da concorrência - e a ausência de um distribuidor nacional.