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A crise da Accell, grupo empresarial a que pertencia a Ghost, acabou por levar esta empresa de origem alemã ao encerramento das suas atividades. Embora, juntamente com outras empresas do grupo, tenha participado em negociações para um possível resgate — a Haibike e a Winora conseguiram encontrar uma saída através da BikeTree GmbH, empresa do grupo Tri Star/DuTech —, a Ghost acabou por não ter a mesma sorte.

Atualmente, a Ghost contava ainda com pouco mais de meia centena de colaboradores, que, na prática, já não fazem parte da empresa desde o passado dia 1 de novembro — data em que veio a público o processo de insolvência da Ghost-Bikes GmbH no Tribunal de Schweinfurt.
Lembramos que esta notícia surgiu ao mesmo tempo do anúncio da grave crise financeira na Bianchi, uma das marcas históricas do continente europeu.

A marca italiana, após alguns anos conturbados e uma direção estratégica com decisões, no mínimo, questionáveis — como a aposta nas eMTB ou a nova fábrica em Treviglio —, viu-se num beco sem saída. Com o início imediato de um processo de reestruturação sob supervisão judicial, a empresa procura lidar com um passivo de 100 milhões de euros.
De acordo com informações do Escape Collective, a Bianchi solicitou proteção judicial contra os seus credores no final de setembro, pedido que foi aprovado pelo Tribunal de Bérgamo.

Esta proteção tem uma duração inicial de quatro meses a contar da data do pedido, podendo, no entanto, ser prorrogada. Durante este período, os credores não podem penhorar os bens da empresa, o que inclui equipamentos fabris, contas bancárias e inventários. Uma reestruturação deste tipo tem como objetivo proporcionar à empresa tempo e suporte legal para negociar com os seus credores, evitando, assim, passar diretamente à liquidação.








