O que os clientes menos gostam nas lojas

Depois de termos publicado um artigo onde demos algumas dicas de como é que te deves comportar numa loja, chegou a vez do contraditório. Ou seja, chegou a vez de os clientes mostrarem aquilo que menos gostam nas lojas.
Carlos Pinto
O que os clientes menos gostam nas lojas
O que os clientes menos gostam nas lojas

O artigo "Como é que te deves comportar numa loja de bicicletas" foi um autêntico sucesso de audiências, não só a nível nacional, e agora chegou a vez de mostrarmos o lado contrário, ou seja, fizemos um apanhado daquilo que os clientes menos gostam nas lojas. Estes 10 pontos são uma compilação das opiniões emitidas pelos nossos leitores. Vê se alguma se enquadra no teu caso:

1 - Em alguns casos, o horário das lojas não se enquadra com as necessidades dos clientes. Há lojas que trabalham de segunda a sábado, das 10h30 às 19h, contudo os clientes que trabalham por turnos muitas vezes não conseguem encontrar um horário que lhes permita ir à sua loja de eleição. Há também aqueles que, devido ao emprego e às obrigações familiares, só têm disponibilidade a partir das 20h. O mundo perfeito não existe e também as lojas tentam encontrar o melhor horário possível, tendo em conta as suas necessidades e a vida familiar.

2 - Há lojas em que a limpeza é deixada para segundo plano. Quantas vezes fomos a lojas onde o pó e o cotão cobriam acessórios que já lá deviam estar há semanas, senão meses? Muitas vezes não é por descuido, mas por falta de tempo, por isso convém dar o desconto.

3 - Por vezes a resposta do lojista não é a mais indicada. Alguns leitores disseram-nos que o lojista "A" ou "B" por vezes responde de modo agressivo. Embora seja mau para o negócio, desde que não ultrapasse o mínimo tolerável e se o lojista pedir desculpa, não há motivos para essa loja ser considerada como um local a evitar. Todos nós temos dias maus e como não sabemos de antemão se aconteceu algo antes da nossa chegada, devemos esperar por um pedido de desculpas antes de deixarmos de visitar esse espaço. Pelo menos, é a nossa opinião.

4 - Exagero nas conversas paralelas. Há lojistas que mantêm a conversa com dois, três ou quatro clientes ao mesmo tempo, o que torna o raciocínio um autêntico calvário. Pior que isso, por vezes as conversas são com clientes que na realidade não estão a comprar nada. Não há nada pior do que irmos a uma loja comprar algo - com alguma pressa - e estarmos constantemente a sermos interrompidos por conversas com outros clientes que nada têm a ver com o negócio.

5 - Inexistência de pagamento com Multibanco. Existem muitas lojas que não têm pagamento com Multibanco, ou deixaram de ter. As taxas e as regras que as lojas têm de cumprir fizeram com que muitas deixassem de ter este modo de pagamento, mas para muitos clientes, andar com dinheiro na carteira é quase inconcebível.

6 - Apresentação de conta final sem orçamento prévio. Há lojas que recebem bicicletas para revisão e não avisam os clientes de quais serão as peças necessárias, nem o valor a despender. Por exemplo, ser apresentado um valor previsto de manutenção a rondar os 45 euros e, feitas as contas finais, afinal chegou aos 90 devido à descoberta de que eram necessárias pastilhas novas e sangramento dos travões. Este tipo de imprevistos convém ser referido ao cliente, pelos inúmeros meios disponíveis (SMS, Whatsapp, Messenger, email, etc). É por esta via que se ganham muitos clientes.

7 - Tratamento desigual. Alguns clientes possuidores de bicicletas de marcas não comercializadas pelas lojas que geralmente frequentam referiram que sentiam um tratamento desigual, tendencialmente descriminatório. Não é por um cliente comprar uma bicicleta na internet, por exemplo, que deve ser desciminado ou gozado. Um cliente é sempre um cliente e deve ser tratado como tal. Felizmente este tipo de casos reportados são uma raridade.

8 - Garantias demoradas. Esta é uma das queixas mais frequentes, mas os clientes esquecem-se de que muitas vezes a culpa não é das lojas, mas sim de todo o processo de garantia (envio para o importador ou para a marca, análise do processo, decisão, devolução à loja/entrega de produto novo, comunicação ao cliente).

9 - Tamanhos errados. Também nos foram reportados, sobretudo em grandes superfícies, casos de clientes que se sentiram enganados ao comprar bicicletas, por lhes terem sido recomendadas bicicletas de tamanhos incorretos. Em todo o caso, a lei prevê este tipo de situações e é possível fazer a troca dentro do prazo legal.

10 - Preçário da mão de obra. Há quem se queixe do valor cobrado por hora na manutenção das bicicletas, mas não nos podemos esquecer de que se trata de profissionais qualificados e com necessidades de reciclagem de conhecimentos. Algumas destas formações não são gratuitas e as ferramentas necessárias são bastante caras.