Controlos antidoping desceram 95 por cento com a pandemia

O presidente da UCI, David Lappartient, considera, no entanto, que com o passaporte biológico é possível averiguar se houve um comportamento suspeito em termos de dopagem durante o confinamento.
Agência EFE / Foto: Bettini -
Controlos antidoping desceram 95 por cento com a pandemia
Controlos antidoping desceram 95 por cento com a pandemia

Os controlos antidoping também sofreram alterações nas últimas semanas devido à pandemia de coronavírus. O número de controlos desceu 95%, segundo o presidente da UCI, David Lappartient.

Segundo vários ciclistas, como o holandês Tom Dumoulin (Jumbo-Visma) e os franceses Romain Bardet (AG2R La Mondiale) e Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), nenhum deles foi submetido a controlos antidoping durante meses, já que a situação sanitária dificulta muito a tarefa das autoridades.

"É muito difícil lutar contra o doping. Com o confinamento em muitos países, é complicado continuar o programa de testes. Conseguimos fazer apenas 5% do que aquilo que costumamos conseguir", explicou Lappartient.

Segundo o presidente da UCI, "mantivemos várias reuniões com a CADF (Cycling Antidoping Foundation) para nos assegurarmos de que os controlos regressem o mais rápido possível", coincidindo com o abrandamento das medidas de restrição que já estão a decorrer em vários países, e que permitem o treino dos ciclistas profissionais ao ar livre.

"Com o passaporte biológico podemos ver se houve manipulação entre o começo e o final do confinamento. Cremos que podemos averiguar se houve um comportamento suspeito durante este período. E o CADF fará tudo o que seja possível para garantir a credibilidade do nosso desporto na segunda metade da temporada."