Será que devemos levar os braços semi-fletidos quando andamos de bicicleta?

Por vezes devemos levar os braços semi-fletidos, mas nem sempre... Explicamos tudo já a seguir.
Yago Alcalde e Carlos Pinto -
Será que devemos levar os braços semi-fletidos quando andamos de bicicleta?
Há situações em que devemos flectir os braços, mas depende da situação.
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Certamente já ouviste este conselho, e de facto há situações concretas em que o melhor é levar os braços flectidos, essencialmente nas zonas técnicas, para ajudar a absorver as irregularidades do terreno, ou quando estamos numa subida pronunciada, para adiantar o nosso peso. Contudo, há outras situações em que levar os braços permanentemente flectidos não é recomendável, já que ao flectir o cotovelo estamos a gerar uma contração (tensão) muscular que gera fadiga acompanhada de dor no cotovelo, ou seja, no ponto de inserção do músculo. Será que devemos levar os braços semi-fletidos quando andamos de bicicleta?

Será que devemos levar os braços semi-fletidos quando andamos de bicicleta?

Ou seja: flectir em excesso o cotovelo gera fadiga. Por outro lado, também não devemos levar os braços totalmente esticados, já que isso também gera muita tensão nos pulsos e nos ombros. O ideal é levar os braços esticados, mas relaxados, ou seja, com uma ligeira flexão do cotovelo. Quando conseguirmos isto, seremos capazes de estar horas e horas a pedalar sem dores nos braços. Por vezes o surgimento de dores no cotovelo pode dever-se ao facto de o guiador da nossa bicicleta estar demasiado elevado e/ou perto em relação ao selim, obrigando-nos a adotar uma posição de braços algo forçada. A solução é baixar e/ou afastar o guiador para conseguir esticar mais os braços. Recuar o selim também pode ajudar.

Será que devemos levar os braços semi-fletidos quando andamos de bicicleta?

Uma má montagem em termos de ângulo do guiador pode trazer-nos problemas

Outro detalhe que às vezes não se tem em conta é o ângulo do guiador. Os guiadores planos não são retos, mas sim curvos. Esta curvatura deve ser para trás e nunca para cima ou para baixo, pois isso colocaria as nossas mãos e braços numa posição forçada.