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TESTE: pedais Shimano XTR M9220

Embora sejam uns pedais topo de gama para Trail e Enduro, devido à sua versatilidade podem ser usados em outras vertentes, incluindo XC e mesmo no segmento urbano devido à sua plataforma, robustez e possibilidade de usar pinos sem perder as vantagens do encaixe automático. É um verdadeiro 2 em 1.

Carlos Pinto

2 minutos

Testámos os pedais Shimano XTR M9220

Os pedais de plataforma sempre estiveram associados a bicicletas de longo curso, como as de Trail, All Mountain, Enduro e Downhill. Mas catalogar estes pedais como algo exclusivamente apto para essas disciplinas é errado e injusto, dado que a sua polivalência não se deve restringir a um contexto fixo

 

No caso destes Shimano XTR M9220, são uns pedais de dupla face com plataforma mediana e sistema de encaixe automático SPD, mas com a possibilidade de usar pinos (quatro, fornecidos na embalagem), o que aumenta a sua versatilidade.

 

Também podem ser usados em XC, sobretudo quando há muita lama e os tradicionais pedais SPD mais minimalistas não conseguem dissipar a sujidade, sendo quase impossível encaixar os sapatos. Além disso, quem tem receio em zonas mais técnicas, encontrará nestes XTR uma mais-valia a ter em conta: não são muito mais pesados do que uns pedais normais de XC, mas têm as mesmas valências (encaixe automático dos dois lados), mas mais espaço de manobra devido à plataforma, portanto podemos desencaixar o pé numa zona complicada sem ser necessário desmontar. Sobretudo os que sentem mais receio vão apreciar esta característica.

 

Além disso, graças aos pinos, também podemos usar sapatos de BTT sem encaixe, dado que a base dos pedais tem rugosidades na parte central que, aliadas ao facto de possuir 4 pinos, mantém a sola fixa, mas fácil de retirar se assim quisermos. Esta paz de espírito permite usar estes pedais praticamente em qualquer segmento, até mesmo em bicicletas urbanas, que geralmente vêm de fábrica com pedais de baixa qualidade, sem zonas antiderrapantes. 

Em todo o caso, estes Shimano M9220 foram concebidos sobretudo para Trail, All Mountain e Enduro e nestas vertentes sobressaem claramente como uma das melhores opções à venda no mercado. Não só pelo peso (443g o par), mas também pelo design da plataforma, superfície antiderrapante e envolvência. É o tipo de pedal que nos dá confiança e mesmo quando passamos por cima de troncos ou curvamos, não temos receio de bater em pedras ou detritos. 

 

A zona de contato (pedal/sapato) é maior, sobretudo longitudinalmente, o que facilita o encaixe e de certa forma perdoa erros (aterragem forçada após um drop), embora recomendemos usar caneleiras se usares os pinos em descidas muito agressivas. E mesmo que percas um dos pinos, a marca oferece vários quando comprares estes pedais. 

 

Quanto ao encaixe no sistema SPD é o tradicional, ou seja, é bastante fiável e duradouro. Basta montar os cleats MT001 nos sapatos - os indicados para estes pedais - para ter acesso ao encaixe automático mais universal. Estes cleats também são muito robustos, permitindo um encaixe multi-posição e um desencaixe tradicional (rodando o calcanhar para fora). 

 

No cômputo geral são bastante robustos, o interior está bem vedado das impurezas externas, o que aumenta a sua durabilidade e adotam um eixo de cartucho. Isto significa que são necessárias menos manutenções. Temos pedais Shimano de outras gamas há mais de 15 anos, o que confirma a sua qualidade geral e durabilidade. E estes são ainda melhores!

São uma excelente opção em várias situações, incluindo quando a lama marca presença. Os pedais custam 198 euros e os novos cleats MT001 12 euros. 

Lembramos que a Shimano é distribuída em Portugal pela Sociedade Comercial do Vouga. Poderás encontrar mais informações aqui. 

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