O que faz de uma corrida um Monumento? No ciclismo, este estatuto é reservado a apenas cinco provas históricas, as mais prestigiadas e exigentes do calendário: além da Milão-Sanremo, fazem parte deste grupo o Tour de Flandres, a Paris-Roubaix, a Liège-Bastogne-Liège e o Giro di Lombardia. Vencer um Monumento é entrar diretamente para a história e conquistar mais do que um é sinal de verdadeira grandeza.
Com cerca de 300 km, a prova italiana continua a ser a mais longa do calendário WorldTour e uma das mais imprevisíveis, capaz de favorecer diferentes perfis de corredores, dos sprinters aos especialistas de clássicas, dependendo da forma como a corrida é disputada.
Nos últimos anos, a dinâmica competitiva tem sido fortemente influenciada por Tadej Pogačar, que introduziu uma abordagem mais ofensiva, e por Mathieu van der Poel, cuja consistência e capacidade de decisão têm feito a diferença nos momentos-chave.
Van der Poel chega como campeão em título, depois de vencer a edição de 2025, somando já dois triunfos na prova (2023 e 2025), enquanto Pogačar continua à procura de conquistar o único Monumento que ainda lhe falta no palmarés.
Entre os principais candidatos surgem ainda nomes como Jasper Philipsen, vencedor em 2024, Filippo Ganna, Isaac del Toro, Wout van Aert, Julian Alaphilippe e Thomas Pidcock, num pelotão que reúne alguns dos maiores talentos do ciclismo mundial.
A Milão-Sanremo é um dos momentos mais relevantes da época, marcando simbolicamente o arranque das grandes clássicas da primavera e os fãs de ciclismo não vão querer perder esta corrida.
A 117.ª edição desta prova pode ser acompanhada em direto este sábado, 21 de março, no Eurosport 2 a partir das 8h45, com transmissão também disponível em streaming na HBO Max, garantindo cobertura integral de um dos eventos mais emblemáticos do calendário internacional. No mesmo dia será possível também acompanhar a prova feminina no Eurosport 2 a partir das 11h30.
