Em regra, quando um ciclista profissional começa uma temporada, adota um comportamento mais preventivo. Ou seja, como não sabe em que forma está relativamente aos seus rivais mais diretos, não ataca e vai gerindo o andamento, com o único intuito de terminar a prova sem percalços de maior. Mathieu van der Poel não é assim. É um ciclista super competitivo, "matador", que domina no ciclocrosse e na estrada.
O neerlandês apresentou-se em grande forma na prova belga Omloop Nieuwsblad, batendo os seus rivais mais diretos. Esteve mais de 180 km integrado num grupo numeroso e na subida de Kapelmuur acelerou com o objetivo de lutar pela vitória. Ninguém conseguiu seguir o seu andamento, portanto todos estavam na expetativa de saber quem ficaria em segundo e terceiro lugares. Tim van Dijke, da Red Bull-BORA foi segundo e Florian Vermeersch (UAE Team Emirates-XRG) fechou o pódio no terceiro lugar.
⛪️👑 Solo en la capilla. Como uno de los más grandes campeones de la historia del ciclismo.
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) February 28, 2026
Mathieu van der Poel revienta la carrera en el Kapelmuur y se va a por su primer Omloop Nieuwsblad.#OHN26 pic.twitter.com/Q3mYpGGgTr
Lembramos que esta clássica belga de 207,2 km ligou Gent a Niewsblad e a principal fuga do dia teve cinco elementos: Jelte Krijnsen (Jayco - AlUla), Alexis Renard (Cofidis), Clément Alleno (Burgos - Burpellet BH), Alexys Brunel (TotalEnergies) e Vincent Van Hemelen (Flanders - Baloise). O pelotão adotou sempre um ritmo elevado e rolou sempre compacto, portanto conseguiu rapidamente reduzir a vantagem - quatro minutos - dos fugitivos. Pouco a pouco, a vantagem foi neutralizada e a 72 km da meta surgiu o primeiro corte, que provocou alguns estragos. Depois, Van der Poel ganhou preponderância na corrida ao colocar-se na dianteira.
O ataque do neerlandês dinamitou o grupo dianteiro e Tim van Dijke, junto com Florian Vermeersch tentaram seguir a sua roda. A 16 km da meta, Van der Poel deu a sapatada final na corrida, com um potente ataque na subida de Kapelmuur, permitindo ganhar uma margem face aos seus perseguidores, depois seguiu vitorioso até à meta.
O único português em prova foi Rui Oliveira (UAE Emirates-XRG), mas sofreu uma queda - o piso estava molhado - e teve de abandonar.
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