UCI proíbe os ciclistas de adotarem "posições perigosas" nas descidas

Trata-se de uma das novas medidas aprovadas ontem pela UCI para incrementar a segurança dos ciclistas.
EFE -
UCI proíbe os ciclistas de adotarem "posições perigosas" nas descidas
UCI proíbe os ciclistas de adotarem "posições perigosas" nas descidas

A União Ciclista Internacional (UCI) tomou um conjunto de medidas para garantir a segurança dos ciclistas, entre as quais se incluem a proibição de adotar posições "perigosas" nas descidas.

A postura que, a título de exemplo, ciclistas como Chris Froome ou Peter Sagan adotaram, sentando-se no tubo horizontal do quadro com o corpo encolhido por cima do guiador, não será mais permitida segundo as novas regras da UCI.

Em matéria de segurança, o Comité de Direção da UCI também adotou medidas sobre a conduta potencialmente perigosa dos ciclistas, proibindo atirar bidons para a estrada/valeta, atitude que já provocou quedas em temporadas anteriores. Segundo as novas regras, o incumprimento dará lugar a advertências dos comissários, e potencialmente sanções que poderão, em última análise, levar à expulsão da prova.

A UCI vai dedicar os próximos meses a informar os ciclistas das alterações através de uma campanha de informação e promoção das medidas, não só para os corredores, mas também para as equipas e Comissários, para que todos conheçam e compreendam as novas regras e as suas consequências.

OUTRAS MEDIDAS

Entre as novas medidas da UCI, destacam-se algumas novidades relativamente à colocação e ao material utilizado nas baias de proteção em zonas sensíveis, sobretudo nas chegadas das provas. Foram estabelecidos novos standards na reta do sprint, estando planeado entrar em vigor em 2022.

A UCI também vai rever os elementos de proteção em zonas com obstáculos e a sinalética das provas. Quanto à limpeza e ao meio ambiente, os organizadores devem ter zonas de recolha de lixo a cada 30-35 km para evitar que os ciclistas tenham de transportar as embalagens vazias. Além disso,também foram estabelecidas normas mais específicas para as motos e automóveis que fazem parte da caravana de cada prova.

A Comissão de Equipamento da UCI também vai fazer uma maior supervisão do uso de materiais e componentes por parte das equipas, como os travões de disco e os porta-bidons. A UCI vai estar em contato com experts da indústria e com as diferentes partes envolvidas neste desporto.

A maioria destas medidas entrarão em vigor já no início desta temporada, enquanto algumas só serão adotadas em data posterior. As medidas pertinentes vão ser aplicadas inicialmente nos eventos UCI WorldTour e UCI Womens´s WorldTour, sendo progressivamente adotadas pelos restantes eventos do calendário internacional de provas da UCI.

Quanto ao antidoping, o Comité de Gestão acolheu com satisfação a criação da Unidade de Ciclismo dentro da Agência Internacional de Controlos (ITA), que tem como função a luta contra a dopagem no ciclismo.

Este aspeto está operacional desde o início deste ano. A Unidade de Ciclismo garante que será conservada a experiência adquirida pela Fundação Ciclista Antidopagem (CADF). Esta reorganização estratégica na luta antidopagem permite ao ciclismo reforçar a sua posição de liderança na proteção dos desportistas limpos.