Tom Dumoulin: “correr na Jumbo Visma é como estar no Real Madrid do ciclismo”

Para o ciclista holandês “é importante estar numa equipa onde não sou o único líder durante todo o ano. Steven Kruijswijk, Primoz Roglic e eu queremos o mesmo: ganhar o Tour".
EFE. Fotos: Jumbo Visma -
Tom Dumoulin: “correr na Jumbo Visma é como estar no Real Madrid do ciclismo”
Tom Dumoulin: “correr na Jumbo Visma é como estar no Real Madrid do ciclismo”

O holandês Tom Dumoulin de 29 anos e natural de Maastricht, vencedor do Giro de 2017 e campeão mundial de contrarrelógio no mesmo ano, considera que a sua transferência para a Jumbo Visma “é como estar no Real Madrid do ciclismo. Além disso, sou holandês pelo que não poderia estar mais contente. Só queria ir para uma equipa onde não fosse o único líder durante todo o ano”, assinalou Dumoulin ao diário do país Algemeen Dagblad.

Para Dumoulin, segundo classificado no Giro e Tour de 2018, apesar de ter passado 10 meses sem competir devido a lesões, a decisão de assinar pela Jumbo-Visma foi correta, mesmo que tenha de dividir o protagonismo com ciclistas de elevado calibre como o esloveno Primoz Roglic, vencedor da Vuelta.

É importante estar numa equipa onde não sou o único líder durante todo o ano. Steven Kruijswijk, Primoz Roglic e eu queremos ganhar a Volta a França. Esse é também o objectivo da equipa e todos temos de aceitar durante o Tour que talvez um colega de equipa seja melhor”.

Quase um ano sem competir

Dumoulin não compete desde o Critérium du Dauphiné de 2019 e no início deste ano teve problemas intestinais. Ainda esteve em estágio no Monte Teide com vista à preparação da Volta à Catalunha, mas a paragem do calendário confinou-o a casa, tal como o restante pelotão.

Agora com a pandemia gerada pelo coronavírus sinto-me meio desempregado. Treino, mas não muito duro. Treinar para quê agora? Asseguro que mantenho a forma, mas tento não ficar muito cansado para não ficar susceptível a tudo e qualquer coisa. Mas ainda me sinto um ciclista e essa foi a vantagem de ter estado fora das competições durante grande parte do ano passado. Lembro-me do quanto gosto de andar de bicicleta com tudo o que se passa à volta”.

O ciclista da Jumbo-Visma admite ter passado por dúvidas pessoais e profissionais devido à pressão de ser o único líder nos tempos em que corria pela Sunweb. “Em 2019 comecei a sentir esse peso todo, portanto nesse aspecto foi bom afastar-me do mundo do ciclismo".

Dumoulin não tem dúvidas quanto ao seu nível e aptidão para ganhar grandes voltas. “Acho que posso! O Tour de 2018 não teve muitos quilómetros de contrarrelógio e perdi tempo em Mû-de-Bretagne (etapa 6) devido a azares e estava longe da preparação ideal, mas ainda fiquei em segundo.