comitium

Os 5 conceitos chave do treino

Neste artigo mostramos os termos e conceitos que todos aqueles que se preocupam com o treino e o rendimento devem conhecer.

Yago Alcalde

Os 5 conceitos chave do treino
Os 5 conceitos chave do treino

Qualquer ciclista ou betetista que se interesse minimamente pelo treino e pelo seu nível de condição física já deve ter comprovado que é necessário conhecer uma série de termos que lhe permita saber como funciona o seu corpo quando o submetemos a um esforço físico. Neste artigo explicamos de uma forma concisa os termos mais utilizados:

1 - CONSUMO MÁXIMO DE OXIGÉNIO (VO2MAX).

Este termo descreve a potência aeróbica do ciclista. Sucintamente, equivale à resistência do atleta. Os profissionais chegam aos 80-90 ml/kg/min. Os amadores não costumam passar dos 60. Este valor só pode ser medido em laboratório. É o equivalente à cilindrada de um motor. 

2 - LIMIAR ANAERÓBICO.

Define a intensidade do exercício a partir do qual aparece um cansaço elevado que nos obriga a baixar o ritmo. É a intensidade média que podemos aguentar numa subida de 45 minutos no máximo. Em laboratório este valor é calculado em função da percentagem do consumo máximo de oxigénio, e é definido tanto em pulsações como em watts de potência. É equivalente às rotações a que podemos submeter um motor sem gripar. Em relação ao VO2Max, podemos dizer que de nada serve ter um consumo de oxigénio muito elevado se o nosso limiar está numa percentagem inferior do mesmo. Por isso, um atleta pode ser melhor do que outro, embora tenha um VO2Max pior. 

3 - LIMIAR AERÓBICO.

Define a intensidade a partir da qual os músculos começam a utilizar mais glicose do que gordura para obter a energia que lhes permite contrair (os músculos) em cada pedalada. Ter um limiar aeróbico muito elevado significa que se pode pedalar a uma boa intensidade com um consumo energético razoavelmente baixo e, portanto, conservar mais energia ao longo da volta de bicicleta. É equivalente a dizer que se tem uma boa resistência. 

4 - GLICOGÉNIO E GLICOSE.

A glicose é um tipo de hidrato de carbono, ou seja, é um tipo de açúcar que o músculo utiliza como combustível. Quando estamos a pedalar, os nossos músculos estão a consumir, entre outras coisas, glicose. A glicose pode ser armazenada nos nossos músculos e no fígado, em forma de glicogénio. À medida que passam os quilómetros, os depósitos de glicogénio vão-se esvaziando, e é por isso que o cansaço aparece, bem como a sensação de fraqueza.

5 - ÁCIDO LÁCTICO OU LACTATO.

É uma susbtância que produzimos em excesso à medida que a intensidade de pedalada é maior. Chega um momento em que o músculo não é capaz de assimilar todo o lactato que estamos a produzir. Quando isto acontece, é produzido um desequilíbrio muscular, originando fadiga. É a clássica dor de pernas que aparece depois de uma subida que fizemos em esforço elevado. 

Arquivado em:

O papel do VO2 MAX no treino de ciclismo

Relacionado

O papel do VO2 MAX no treino de ciclismo

As bases do treino específico de XCO

Relacionado

As bases do treino específico de XCO

As 10 falhas mais frequentes no treino de ciclismo

Relacionado

As 10 falhas mais frequentes no treino de ciclismo

HIT: a alta intensidade no treino. Domina-a para poderes progredir

Relacionado

HIT: a alta intensidade no treino. Domina-a para poderes progredir

O papel do VO2 MAX no treino de ciclismo

Relacionado

O papel do VO2 MAX no treino de ciclismo

Os melhores videos