Tom Dumoulin abandona a Volta a Espanha

Muito fatigado, o holandês da Jumbo-Visma não estará hoje na linha de partida.
Carlos Pinto / Gomez Sport -
Tom Dumoulin abandona a Volta a Espanha
Tom Dumoulin abandona a Volta a Espanha

Tom Dumoulin abandonou a Volta a Espanha e não fará parte do pelotão que hoje participará na 8ª etapa (Logroño-Alto de Moncalvillo). O anúncio foi feito pela sua equipa, a Jumbo-Visma, que perde assim uma peça importante no apoio a Primoz Roglic, que luta pela classificação geral. O holandês não se encontra bem fisicamente e a equipa teme que se ele continuar, o seu estado de saúde piore.

Embora à partida fosse um dos principais candidatos à vitória na Vuelta, rapidamente ficou visível que não estava em condições para tal. Na etapa inaugural, com final em Arrate, perdeu 51", e em seguida, em Lekunberri, mais 8m20, o que o afastou definitivamente de qualquer opção na prova espanhola. No final da 7ª etapa (a de ontem), Tom Dumoulin ocupava a 53ª posição na classificação geral, a 42´25" do líder, Richard Carapaz. O holandês irá concentrar-se a partir de agora em recuperar e depois começar a preparar a 100% a próxima temporada.

“Tanto o nosso departamento médico como eu pensamos que a melhor opção é parar", disse Dumoulin em declarações publicadas no site da Jumbo-Visma. "No início da Vuelta já me sentia cansado e essa sensação mantém-se. Não faz sentido continuar, porque estaría a colocar em risco a próxima temporada. Não é desejável deixar a Vuelta, mas esta é a decisão acertada. Com o Primoz estamos bem colocados na classificação geral. Oxalá a equipa possa levar a vitória para casa".

O diretor desportivo da Jumbo-Visma, Merin Zeeman, perde assim uma peça importante. "É uma pena que o Tom vá embora. Todos os dias monitorizámos a sua fadiga e continuava a aumentar. Contudo, ele teve um papel importante na equipa e fez um bom trabalho".

Tom Dumoulin abandona a Volta a Espanha

Tom Dumoulin regressou este ano com as cores da Jumbo-Visma após um longo período de lesões em 2019. Começou a competir em agosto - após o regresso das competições logo a seguir ao confinamento devido ao coronavírus - e desde então foi 7º no Critérium du Dauphiné, 7º na Volta a França, 10º no Mundial de Contrarrelógio, 14º no Mundial de estrada e 12º na Liége-Bastogne-Liége.