Exclusivo: entrevista a Raquel Queirós

Na edição de agosto/setembro da revista BIKE podes ler uma entrevista à atual campeã nacional de XCO e XCM. Neste artigo poderás conhecer melhor o passado da atleta, as suas ambições e um pouco da sua vida pessoal.
Carlos Pinto
Exclusivo: entrevista a Raquel Queirós
Exclusivo: entrevista a Raquel Queirós

Aos 20 anos, Raquel Queirós ainda é sub-23, mas já domina o panorama nacional feminino na vertente de Cross Country. Acumula o título de Campeã Nacional de XCO e XCM, nunca descorando participações em ciclocrosse e mesmo em estrada, onde costuma ficar também no pódio. E com um pouco de sorte, pode até chegar aos Jogos Olímpicos de Tóquio…

Exclusivo: entrevista a Raquel Queirós

Poucos foram os momentos na história do BTT português que tiveram uma atleta tão dominadora. Lembramo-nos dos tempos de Sandra Araújo e de Celina Carpinteiro, entretanto, com a chegada da Raquel, o cenário mudou completamente. Não só a Raquel começou a dominar em Portugal com apenas 19 anos (sub-23 de primeiro ano), como a nível internacional, ao serviço da seleção, obteve resultados surpreendentes. Um dos mais animadores foi o 10º lugar nos Mundiais de XCO em 2018, contudo em 2019 também esteve em destaque nas várias provas internacionais onde marcou presença.

Esperamos que com esta entrevista, que poderás ler na íntegra na edição nº14 da revista BIKE (já nas bancas), conheças um pouco melhor a Raquel, uma atleta jovem, mas com muito potencial e que ainda tem possibilidade de ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio. Poderás ler aqui uma pequena parte da entrevista que fizemos, e se desejares ler na íntegra, basta adquirir a revista BIKE nº14, à venda nas melhores papelarias, quiosques e estações de serviço.

Começaste a praticar BTT aos 12 anos por influência do teu pai e do teu irmão. Conta-nos como foi a tua primeira reação quando experimentaste a modalidade.

O primeiro impacto com a modalidade foi muito bom. Quis logo experimentar tudo e participar nas atividades que os outros meninos estavam a realizar. Desde esse dia criei amizades que ainda hoje tenho e tenho a certeza de que serão para toda a vida. Acho que isso ajudou em muito na minha adaptação no ciclismo.

Sentes que o facto de viveres num ambiente familiar e social onde as bicicletas estão presentes de certa forma ajudou a que te entrosasses mais facilmente no BTT?

Sim, sem dúvida. O facto, principalmente, do meu irmão e do meu pai praticarem ciclismo comigo ajudou muito, não só a que me entrosasse no BTT mas também a conseguir evoluir e a chegar ao patamar em que estou hoje. Na altura levava as coisas, obviamente, com muito mais leveza e encarava isto como um hobby e não como algo mais sério e sem dúvida que foi a família a incentivar para nunca desistir e olhar para isto como uma forma de me divertir e fugir às coisas menos boas da vida. Acho que é mesmo por isso que ainda hoje gosto tanto do ciclismo.

Em 2018 foste 10ª nos Mundiais de XCO. Conta-nos como viveste esta experiência.

Lembro-me como se fosse hoje! Foi incrível! A corrida foi muito dura e era apenas a minha segunda prova além-fronteiras. Na partida estava completamente apavorada. Tinha o objetivo de fazer top20 e quando dou conta na segunda volta estava dentro do top10 e nem queria acreditar! Na altura nem sabia bem o que tinha acabado de acontecer, dei tudo de mim naquela corrida, aliás como em todas, mas essa foi muito especial! Sinto que foi a partir daí que me comecei a valorizar mais como atleta e a tentar superar-me cada dia mais.

Em 2019, ou seja, no teu primeiro ano como sub-23, ganhaste o Campeonato Nacional de XCO e o de XCM, além de seres vice-campeã nacional de ciclismo feminino. Ficaste surpreendida com estes resultados?

Sim, bastante, principalmente com o título de XCM por ser uma vertente quase desconhecida para mim e por esse mesmo motivo não saber bem o que esperar de mim própria, da corrida e das adversárias. Mas, de um modo geral, acho que foi um ano surpreendente em todas as vertentes.

Como tem sido conciliar a faculdade com os treinos?

Não é nada fácil, é bastante duro até. Gostava de ter mais tempo para descansar, e sei que por vezes isso me prejudica a nível competitivo, mas neste momento sinto que também é importante acabar a licenciatura. Muitas vezes chego a casa ao final do dia, cansada e com trabalhos para fazer, e ainda tenho de ir fazer o treino de bicicleta ou de ginásio ou o que estiver programado para esse dia. Muitas vezes acabo por abdicar de algumas aulas que tenha para vir mais cedo para casa e assim conseguir executar o treino com maior eficácia. Foi a melhor forma que arranjei para conseguir conciliar as duas coisas da melhor forma.

Numa entrevista referiste que decidiste abandonar o ciclocrosse pois precisavas de descansar mais. Sentes que aprendeste a gerir melhor o treino e o descanso, pontos basilares na preparação de um atleta?

Sim, sinto que aprendi com um grande erro que cometi, única e exclusivamente sozinha e muito por ser teimosa, mas sinceramente acho que é algo que pode acontecer novamente. O descanso é algo mesmo importante e por vezes, nós atletas, não conseguimos respeitar o nosso corpo quando ele nos pede para descansar.

------- LÊ A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO BIKE, JÁ NAS BANCAS -------------

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