Pastilhas de travão orgânicas ou metálicas: como escolher as melhores para os nossos travões

Resumidamente, neste artigo mostramos as vantagens e desvantagens de cada tipo, para que possas escolher qual é o ideal para ti.
Carlos Pinto
Pastilhas de travão orgânicas ou metálicas: como escolher as melhores para os nossos travões
Pastilhas de travão orgânicas ou metálicas: como escolher as melhores para os nossos travões

Já explicámos noutro artigo, tanto aqui no site como na revista BIKE, e de forma mais extensa e pormenorizada, quais são os diferentes tipos de pastilhas para os travões de disco. Neste artigo que agora escrevemos, tentaremos responder de forma mais simples e menos técnica à pergunta "Qual devo escolher?".

As pastilhas metálicas ou semi-metálicas têm, como o próprio nome indica, componentes metálicos (cobre, aço, bronze) e são as mais abrasivas, implicam mais calor quando há roçamento e o seu coeficiente de fricção é maior. São aquilo que na gíria do setor das bicicletas chamamos as pastilhas "todo-o-terreno", já que não estão desenhadas para nenhum tipo de condição em concreto, mas o seu comportamento é bom na maioria dos casos. Também são as que duram mais, embora a maior desvantagem seja o facto de serem mais abrasivas com os discos.

Por seu lado, as pastilhas orgânicas têm resinas em vez de compostos metálicos. Ao conter menos metal aguentam melhor as travagens prolongadas, pois aquecem menos. São menos agressivas para os discos, mas a duração das pastilhas é menor em condições de chuva ou lama. Além disso, precisam de uma rodagem maior antes de começarem a oferecer todos os seus atributos.