Exclusivo: já testámos a nova Canyon Spectral:ON

A nova Spectral:ON para Trail/Enduro está mais leve, polivalente e agora tem a bateria integrada no quadro.
Ivan Mateos e Carlos Pinto. Foto: Marcus Geber, Pol A. Foguet -
Exclusivo: já testámos a nova Canyon Spectral:ON
Exclusivo: já testámos a nova Canyon Spectral:ON

Há cerca de um ano e dois meses testámos a primeira ebike de BTT da história da Canyon, a Spectral:ON. Era uma ebike tardia, com um conceito de bateria não integrada que apelava a uma rápida e fácil mudança de bateria em caso de levar uma de substituição na mochila. Contudo, salvo este aspeto, o comportamento da bicicleta surpreendeu-nos. Duas temporadas depois, assistimos à apresentação da nova Spectral:ON, uma versão melhorada em quase todos os aspetos, que mantém o conceito misto da original, mas é mais leve e eficiente do que nunca. Canyon Spectral:ON sofreu melhoramentos

A Spectral mantém a sua mescla de rodas 29"/27,5", uma combinação que cada vez está mais na moda, inclusivé fora do mundo das bicicletas elétricas, tendo 150 mm de curso tanto à frente como atrás, sendo o triângulo dianteiro construído em carbono. O quadro foi totalmente renovado, desde os parafusos aos pivots aos links. No total são 21 peças. Canyon Spectral:ON sofreu melhoramentos

O triângulo dianteiro é fabricado numa única peça em fibra de carbono, o qual aloja no seu interior do tubo diagonal a bateria Shimano de 504Wh. Segundo a Canyon, a bateria de 500Wh tem uma melhor relação autonomia/peso face às atuais de 625Wh, o que faz com que a Spectral:ON seja mais leve, dinâmica e ágil. É possível desmontar a bateria através de uma chave Allen de 4 mm. Canyon Spectral:ON sofreu melhoramentos

Todas as Spectral:ON trazem motores Shimano E8000, transmissões Shimano e travões também da Shimano com 4 pistões. Os motores estão protegidos com tampas de plástico reforçadas com fibra de vidro. Como é lógico, a entrada de carregamento está na posição vertical, para que a própria força da gravidade dificulte a entrada da humidade ou a sujidade dos contatos.

O basculante é de alumínio, o que confere uma maior durabilidade aos impactos. No total, o peso do quadro, junto com o cockpit em carbono numa só peça (guiador e avanço) sofreu uma redução de mais de 1 kg face à versão anterior, passando dos anteriores 22,7 kg para os 21,6 kg, no caso do modelo topo de gama. Canyon Spectral:ON sofreu melhoramentos

A geometria foi um dos pontos-chave no novo design da Spectral:ON, e os engenheiros quiseram manter as suas qualidades nas descidas, potenciando o seu comportamento nas subidas. Para tal, aumentaram o tamanho das escoras em 5 mm, tendo agora 435 mm, e o ângulo de selim foi verticalizado 0,7 graus, tendo atualmente 74,5º. Com estas alterações, mínimas mas muito palpáveis, é possível colocar mais o nosso peso em cima da roda dianteira, a qual mantém deste modo o contato com o solo, inclusivé nas subidas mais pronunciadas. Além disso, a bicicleta ganhou aderência na roda dianteira, ao pressionar mais o pneu contra o terreno de forma involuntária. Canyon Spectral:ON sofreu melhoramentos

Para melhorar o seu comportamento a descer, o ângulo de direção foi relaxado ligeiramente, apenas 0,3º, passando de 66,8ª para os 66,5ª. Mantém o reach nos 445 mm no tamanho M, ou seja, o comprimento horizontal desde o pedaleiro até à direção, pelo que conserva a suspensão com um offset de 51 mm. As bicicletas de Enduro que se têm apresentado atualmente combinam um reach mais comprido e offsets mais curtos, procurando uma melhor resposta em descidas técnicas e verticais, embora se perca alguma maneabilidade e eficiência nas subidas. No caso da Canyon, os engenheiros da marca não quiseram perder a polivalência.

Outra grande novidade é o cockpit numa só peça em carbono. O Canyon CF:ON inclui a fixação do display, mas não traz o display em si mesmo. Será que em 2021 será oferecido? A ver vamos... O cabo do comando remoto está colocado no interior do cockpit, proporcionando uma estética limpa. O avanço equivale a um convencional de 50 mm e o comprimento do guiador ronda os 760 mm. Este modelo inclui uma entrada USB-C junto ao botão de On/Off do sistema de assistência à pedalada (localizado no tubo superior, perto do cockpit). Isto permite recarregar o telemóvel, o GPS, luzes, etc...

Destacamos também o aperto Quixle da Canyon, o qual, quando está inserido no eixo da roda, oculta uma manivela que permite extrair a roda.

As novas Spectral:ON superam as expectativas do modelo anterior. Pudemos testá-la em exclusivo nacional pelo que numa das próximas edições da revista BIKE ou eBIKE vais poder conhecer mais detalhadamente o seu comportamento e características. Tem um centro de gravidade muito baixo, com suspensões suaves, destacando-se o triângulo traseiro muito absorvente, com o seu sistema Triple Phase ajustado pelo próprio Fabien Barel. Os travões de 4 pistões são muito potentes, sendo a bicicleta estável e segura. Além disso, o novo quadro de carbono é rápido em termos de reações, ao contrário do tato duro das ebikes de alumínio. Está também mais manejável do que a versão anterior que testámos, tendo uma postura mais centrada, permitindo, por exemplo, subir rampas que anteriormente eram quase impossíveis. Passou a ter também uma direção mais fiável e precisa.

Estarão à venda três versões da Spectral:ON, todas com o mesmo quadro de carbono/alumínio e com preços que vão dos 4.599€ da 7.0 e da 7.0 WMN (versão de mulher, com pontos de contato adaptados), passando pelos 5.999€ da 8.0 e terminando nos 6.999€ da 9.0.

Poderás saber mais em www.canyon.com.