Características das bicicletas das equipas World Tour

Com o início de mais uma temporada, as equipas renovaram as suas bicicletas e equipamentos. Neste artigo vamos analisar as tendências das bicicletas usadas pelas equipas do escalão máximo, o World Tour.
Carlos Pinto
Características das bicicletas das equipas World Tour
Características das bicicletas das equipas World Tour

2020 marca o ano da mudança no que aos travões de disco diz respeito. Se até ao ano passado algumas equipas optavam por usar travões de aro, aparentemente a maioria passou a usar travões hidráulicos de disco devido à maior potência, performance e segurança. 2019 foi o ano decisivo nesta matéria, dado que as equipas que usaram travões de aro aperceberam-se das suas debilidades, sobretudo em descidas técnicas (em que os discos permitem travar mais tarde, perdendo menos velocidade), mas também nas provas com piso degradado ou tempo chuvoso.

Além dos discos, a maior parte das equipas está a usar pneus 25C e chegámos a ver 28 e mesmo 30C. Os 23C estão em desuso, pois está comprovado de que é necessária mais superfície de contacto com o solo para proporcionar mais segurança e conforto.

Quanto aos quadros, a maior parte das equipas está a adotar designs mais aerodinâmicos, com escoras curtas e baixas, em detrimento dos designs tradicionais.

Quanto aos pneus, apesar de os tubulares ainda ocuparem uma grande fatia - isso está visível nas bicicletas presentes, por exemplo na Volta ao Algarve -, os tubeless estão a ganhar espaço, sobretudo nas equipas que têm contratos de desenvolvimento de produto com os seus fornecedores.

A fibra de carbono continua a ser o material de eleição, tanto nos quadros, como nas forquetas, rodas, grades de bidon, espigões de selim, avanços, guiadores e algumas utilizam selins com carris neste compósito. Como curiosidade, a maioria das equipas está a usar cockpits integrados (conjunto avanço/guiador).

Quanto às transmissões, a totalidade das equipas está a usar as versões eletrónicas.