O orgulho de Juan Ayuso estava ferido de morte e ontem entrou no autocarro da equipa cabisbaixo após perder mais de sete minutos na primeira etapa de montanha. Hoje, atacou logo após o tiro de partida, fez parte da fuga do dia e ganhou a jornada.
Ao cortar a linha de meta, tapou os ouvidos, metaforicamente mostrando que não quer ouvir o ruido que se gerou à sua volta depois do fiasco de ontem. Além disso, o espanhol referiu que ficou irritado porque alguns ciclistas da Visma lhe disseram antes da etapa que ele não conseguiria entrar numa fuga. Esta vitória não só mostra que ainda tem talento e que não lhe falta coragem. Foi a sétima vitória de Ayuso esta temporada, a segunda numa grande volta - venceu na Volta a Itália em Maio - e no palmarés da equipa, foi a vitória número 76.
A fuga chegou a ter 13 ciclistas, incluindo o vencedor de ontem, Jay Vine, o qual consolidou a liderança na classificação da montanha. O segundo a cortar a meta foi Marco Frigo, a 1m15 e o terceiro foi Raúl García Pierna, a 1m21.
Quanto à classificação geral, a etapa foi decepcionante, sem ataques entre os favoritos. Só a UAE tentou mexer na corrida, sobretudo na parte final, endurecendo o ritmo para preparar um ataque de João Almeida, que ocorreu a 4 km da meta. Jonas Vingegaard e Giulio Ciccone seguiram na sua roda, mas depois ninguém se movimentou e os favoritos voltaram a reagrupar, portanto todos - incluindo Torstein Traen, chegaram juntos a 2m35.
Bruno Armirail e Louis Vervaeke, como já se antecipava, saíram do top 5. Feitas as contas, o norueguês Torstein Traen continua a liderar, Jonas Vingegaard está a 2m33, João Almeida a 2m41, Ciccone a 2m42 e Lorenzo Fortunato a 2m47. Jorgenson, Hindley, Pellizzari, Bernal e Gall completam o top 10.
CLASSIFICAÇÕES
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