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O Auditório Parco della Musica, em Roma, acolheu a apresentação dos percursos da 110ª edição da Volta a Itália - que decorrerá de 8 a 30 de maio de 2027 - e da 38ª edição da Volta a Itália feminina (de 29 de maio a 6 de junho).
No caso da prova masculina, a organização (RCS Sport) preparou um traçado realmente exigente, com dois contrarrelógios individuais (totalizando 56,9 km) e uma parte final com várias etapas de dificuldade muito elevada, incluindo subidas míticas como o Mortirolo - que será escalado por duas vezes -, o Passo Gavia e o Monte Zoncolan. O Giro d'Italia de 2027 terá início em Trieste, no sábado, 8 de maio, e terminará em Roma, no domingo, 30 de maio.
The mountains have the final say ⛰🩷
— Giro d'Italia (@giroditalia) November 3, 2026
Gavia. Mortirolo. Monte Zoncolan. Three names that can turn the Giro upside down. Six stages, everything still to play for. This is where the Maglia Rosa will be decided. And then, Rome. 🔥
Beyond the battles on the road, discover the… pic.twitter.com/aBnnEwzcLT
Será um total de 3.418,9 quilómetros e 50.250 metros de desnível acumulado, distribuídos por 21 etapas: seis dias para os velocistas, cinco etapas de montanha, oito chegadas em subida e dois contrarrelógios individuais. O Passo Gavia será a "Cima Coppi", o Mortirolo será a "Montanha Pantani" e, passados seis anos, o Monte Zoncolan regressa ao percurso do Giro.
Além disso, a título de curiosidade, três circuitos de automobilismo (Misano Adriático, Mugello e Monza) farão parte do percurso. A prova terá início em Trieste — depois de dois anos consecutivos com partidas fora de Itália (na Albânia e na Bulgária) —, embora passe pela Eslovénia nos dois primeiros dias. A primeira semana combinará oportunidades para os sprinters, terreno ondulado e as primeiras subidas importantes. A 1ª etapa terá partida e chegada na capital da região de Friuli, incluindo uma incursão pela Eslovénia e três subidas nos últimos 40 quilómetros.
A segunda etapa será realizada integralmente em solo esloveno, entre a capital Liubliana e a cidade costeira de Koper, antes de regressar a Itália para a terceira etapa — de 163 quilómetros, entre Cervignano e Possagno —, que conta com um percurso exigente. De seguida, a "Corsa Rosa" segue para a Emília-Romana para a etapa entre Argenta e Misano Adriático, onde se espera que o Circuito Marco Simoncelli sirva de palco para uma chegada em sprint.
O primeiro grande teste para os candidatos à classificação geral terá lugar na 5. ª etapa, que vai de Filottrano — onde o Giro d'Italia prestará uma homenagem a Michele Scarponi, dez anos após a sua morte — até Sarnano-Sassotetto, com uma subida final de 13,1 km a 7,4%. Com apenas 139 quilómetros, a etapa apresenta 3.300 metros de desnível acumulado, com um perfil que pode estabelecer as primeiras diferenças entre os favoritos.
A prova continuará ao longo da costa adriática com a etapa Alba Adriática–Lanciano (6ª), antes de enfrentar o primeiro contrarrelógio individual, de 19,6 quilómetros entre Sulmona e Campo di Giove, com a maior parte do percurso em subida (com uma inclinação média de 4,4% nos últimos 12,5 km).
Durante o fim de semana, a Corsa Rosa regressará a Nápoles pelo sexto ano consecutivo, antes de seguir para norte no domingo, 16 de maio, com a etapa Itri – Subiaco-Monte Livata. Esta chegada em subida da 9ª etapa (13,9 km a 6,9%) encerrará nove dias de competição bastante exigentes.
SEGUNDA SEMANA
Após o primeiro dia de descanso, a prova será retomada no Lácio, antes de seguir em direção aos Apeninos centrais. A etapa entre Palombara Sabina e Norcia vai percorrer 218 quilómetros, com 3.600 metros de desnível, num percurso repleto de subidas e descidas. No dia seguinte, a 11. ª etapa — de Gualdo Tadino a Scarperia, com chegada ao circuito de Mugello — será a mais longa da competição e representará mais uma oportunidade para os velocistas.
A prova segue pela Toscânia com a 12ª etapa, entre Montecatini Terme e Zeri, que contará com uma inédita chegada em subida no Passo dei Due Santi (8,7 km com uma inclinação de 8,7%).
A 13ª etapa, de Borgo Val di Taro a Reggio Emilia, com 176 km, apresenta um perfil plano, ideal para os velocistas. Depois, o segundo fim de semana promete ser importante para a classificação geral. No sábado, os ciclistas vão enfrentar uma etapa de 187 quilómetros com um desnível considerável de 4.900 metros, desde Cantù Arena até Piani di Bobbio/Valtorta (10,1 km a 9%), passando pelas subidas anteriores de Ghisallo, Culmine di San Pietro, Miragolo San Salvatore e Alino.
Para terminar a semana, a 15ª etapa traz o segundo contrarrelógio individual, com 37,3 quilómetros planos de Monza a Milão, com início dentro do Autódromo Nazionale de Monza.
TERCEIRA SEMANA
Após o segundo dia de descanso, o Giro d'Italia entra na sua fase decisiva com uma etapa de altíssima montanha de 192 quilómetros entre Sondrio e Aprica, com 5.700 metros de desnível. Será uma das etapas-chave para definir a classificação geral, com uma dupla subida ao Mortirolo (12,8 km a 10,1%) e ao Passo Gavia (16,5 km a 8%), antes da subida final, de inclinação mais suave, até Aprica.
O dia seguinte oferece outra oportunidade para os velocistas, com a etapa de Chiari a Vo’, antes de a prova regressar à montanha para a etapa Rovereto – Madonna di Campiglio (18ª), a sétima chegada em subida desta edição (12,5 km a 5,7%).
A 19ª etapa (Rovereto–Sacile, com 199 quilómetros e 3.000 metros de desnível) será uma oportunidade para os aventureiros, antes de mais uma das grandes etapas de montanha da prova, no sábado, dia 29. Seis anos depois da vitória de Lorenzo Fortunato, o Giro d’Italia regressa ao mítico Monte Zoncolan (10,1 km a 11,9%), final de uma 20ª etapa que inclui também as subidas ao Passo Duron e a Sella Valcada. Será o grande desfecho nas montanhas do Giro.
A prova terminará com o já tradicional desfile final em Roma. Pelo quinto ano consecutivo, o vencedor do Giro erguerá o Troféu Senza Fine na Cidade Eterna.
