Competição

Todos os detalhes da Volta a Portugal Feminina 2026

A Volta a Portugal Feminina 2026 está de regresso à estrada entre os dias 1 e 5 de julho para a sua 6.ª edição, consolidando-se como a mais importante competição do ciclismo feminino português e uma referência cada vez mais relevante no panorama internacional da modalidade.

FPC. Foto: Câmara Municipal de Coimbra

3 minutos

Todos os detalhes da Volta a Portugal Feminina 2026

Criada em 2021 pela Federação Portuguesa de Ciclismo com o objetivo de promover o desenvolvimento do ciclismo feminino e reforçar a igualdade de oportunidades no desporto, a prova tem acompanhado a evolução da modalidade em Portugal e além-fronteiras, afirmando se, ano após ano, como um dos momentos mais importantes do calendário velocipédico nacional.

A primeira vencedora da história da competição foi a portuguesa Raquel Queirós, em 2021. Desde então, a Volta a Portugal Feminina tem atraído algumas das melhores corredoras internacionais, aumentando progressivamente o seu nível competitivo e projeção mediática.

Em 2024, a prova integrou pela primeira vez o calendário internacional da União Ciclista Internacional (UCI), na categoria 2.2, estatuto que mantém pelo terceiro ano consecutivo. A edição de 2026 representa um novo marco na história da competição, assumindo-se como a mais internacional de sempre. Estarão à partida 23 equipas provenientes de 10 países – Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Áustria, Alemanha, Suíça, Noruega e Estados Unidos da América –, para um pelotão com cerca de 130 corredoras.

Entre as formações participantes destacam-se três equipas UCI ProTeam, duas Seleções Nacionais (Noruega e Estados Unidos da América), cinco equipas continentais UCI e doze equipas de clube, num total de 18 equipas estrangeiras.

A dimensão internacional alcançada pela Volta a Portugal Feminina demonstra o crescente reconhecimento da prova junto das principais estruturas do ciclismo mundial e confirma a sua afirmação como um dos eventos mais relevantes do ciclismo feminino no sul da Europa.

Ao longo de cinco dias de competição, as corredoras disputarão quatro classificações distintas: a Camisola Amarela Jogos Santa Casa, destinada à líder da classificação geral individual; a Camisola Vermelha Auto Maran/Škoda, para a classificação por pontos; a Camisola Branca Fundação INATEL, destinada à melhor jovem; e a Camisola Azul IPDJ, atribuída à vencedora da montanha. A competição distinguirá ainda a melhor atleta portuguesa e a melhor equipa da prova. 

CONTRARRELÓGIO REGRESSA AO PROGRAMA

O percurso da 6.ª edição foi desenhado para proporcionar uma competição equilibrada e exigente, valorizando diferentes perfis de atletas ao longo dos cinco dias de prova. A corrida inicia-se com duas etapas distintas: uma primeira tirada ondulante e técnica, entre a Amadora e Vila Franca de Xira, marcada por sucessivas subidas e descidas, e uma segunda etapa mais longa, ligando o Montijo a Tomar, onde a distância e o desgaste acumulado poderão ter influência no desfecho, apesar do perfil globalmente acessível.

Uma das principais novidades desta edição é o regresso do Contrarrelógio Individual ao programa da competição. A terceira etapa, a disputar em Coimbra, colocará à prova a capacidade técnica e estratégica das corredoras ao longo de um percurso de 10,8 quilómetros entre Taveiro e Coimbra, assumindo-se como um momento potencialmente decisivo para a classificação geral.

A segunda metade da prova apresenta-se particularmente decisiva. A quarta etapa, entre a Mealhada e Águeda, será a mais exigente do ponto de vista altimétrico, com cerca de 1550 metros de desnível acumulado e dificuldades concentradas na fase final, incluindo um circuito seletivo que poderá provocar diferenças significativas.

Já a última etapa, entre Oliveira de Azeméis e Santo Tirso, apesar de mais curta, decorre num terreno ondulante e num contexto de acumulação de esforço, podendo revelar-se determinante na definição da classificação geral.

“Procurámos construir um percurso completo e equilibrado, que desse oportunidades a diferentes tipos de corredoras. Teremos momentos para sprinters, etapas mais exigentes e um contrarrelógio que poderá fazer diferenças, o que garante incerteza e espetáculo praticamente até ao último dia de competição”, refere Sérgio Sousa, Diretor Técnico da prova.

 A dimensão e a qualidade do pelotão refletem a evolução sustentada da prova, que cresceu das 14 equipas em 2021 para as 23 formações presentes em 2026. Para esta edição, a organização recebeu 36 pedidos de equipas estrangeiras, integrando 18 em prova, num claro sinal do crescimento internacional.

ONDE VER AS ETAPAS

Todas as etapas serão transmitidas em direto n’A BOLA TV, reforçando a exposição mediática da competição e dos municípios anfitriões. Além disso, no site www.mountainbikes.pt - e nas respetivas redes sociais - serão publicados resumos diários.

PROGRAMA OFICIAL

1 de julho | 1.ª Etapa Amadora – Vila Franca de Xira (Póvoa de Santa Iria)
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h35
106,6 km
 
2 de julho | 2.ª Etapa Montijo – Tomar
Partida: 11h55
Chegada prevista: 15h25
127,7 km
 
3 de julho | 3.ª Etapa Contrarrelógio Individual Taveiro – Coimbra
Partida da primeira atleta: 12h05
10,8 km
 
4 de julho | 4.ª Etapa Mealhada – Águeda
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h40
109,1 km
 
5 de julho | 5.ª Etapa Oliveira de Azeméis – Santo Tirso
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h10
91 km

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