Os fortes ventos condicionaram muito o contrarrelógio individual na Volta à Comunidade Valenciana, por isso, a organização decidiu que os tempos não contaram para a classificação geral e só seria creditado o vencedor. Além disso, foi decidido que todos os ciclistas teriam de competir com bicicletas convencionais de estrada, em vez de bicicletas puras de contrarrelógio, para minimizar o risco de quedas.
Sabendo de antemão todas estas condições, o favorito cumpriu com rigor aquilo que se esperava: Remco Evenepoel (Red Bull-BORA) voltou a ganhar, somando quatro vitórias em cinco dias de competição em 2026. Nem o vento conseguiu parar o melhor contrarrelogista do mundo.
🌈⏱️ Tiene en su ADN la 𝑽𝑰𝑪𝑻𝑶𝑹𝑰𝑨
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) February 5, 2026
🏆 Remco Evenepoel se exhibe en la @VueltaCV y gana una CRI cuyos tiempos no contarán para la general. ¡Tercer éxito individual de 2026 a 5 de febrero!
📺 La #VCV2026, hasta el domingo 8 en Eurosport y @StreamMaxES pic.twitter.com/hK2ekVY3Xb
A maioria dos ciclistas decidiu não arriscar e geriu o contrarrelógio com tranquilidade, enquanto Evenepoel e mais alguns decidiram tentar a vitória.
O austríaco Felix Grosschartner (UAE Emirates-XRG) foi o primeiro a marcar um bom tempo (21m01), depois foi o seu companheiro de equipa Brandon McNulty (20m47), seguido de Magnus Sheffield (20m46), Florian Vermeersch (20m42), Mathias Vacek (20m28) e Aleksandr Vlasov (20m20). Em poucos minutos, a cadeira do melhor tempo foi mudando de dono até que Evenepoel, o maior especialista do mundo, dinamitou o tempo. Após uma parte inicial muito técnica e uma pequena subida (3 km a 3,1%), o belga já liderava no ponto intermédio (ao quilómetro 9).
Mesmo sabendo que tinha o melhor tempo, o belga cerrou os dentes e continuou a debitar watts, completando os 17 km em 20m20, a uma média de 50,49 km/h, batendo o seu colega de equipa Vlasov por 8 segundos.

É a vitória número 70 da sua carreira, um número impressionante, tendo em conta a sua idade (26 anos). Quanto à classificação geral, como os tempos não contaram, continua igual, ou seja, Biniam Girmay é o líder, seguido de Arne Marit (a 4 segundos) e Giovanni Lonardi. Evenepoel é sétimo, a 9 segundos.

Nelson Oliveira foi 33º neste contrarrelógio e João Almeida 88º. Quanto à terceira etapa, terá 158 km (vai ligar Orihuela a San Vicente del Raspeig) e os primeiros 100 km são completamente planos, enquanto os últimos 50 incluem várias subidas, uma delas pontuável (Alto de Tibi) de segunda categoria (7,5 km a 5%), a sensivelmente 35 km da meta. Na parte plana o vento pode provocar cortes, portanto esta etapa pode ser decisiva para a classificação geral.

CLASSIFICAÇÕES
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