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Britânico Tom Pidcok ganha a prova de XCO nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Numa prova que não contou com atletas portugueses, o prodígio britânico da INEOS ganhou a prova, deixando Nino Schurter (um dos favoritos) em agonia.

Britânico Tom Pidcok ganha a prova de XCO nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Britânico Tom Pidcok ganha a prova de XCO nos Jogos Olímpicos de Tóquio

As casas de apostas estiveram ao rubro antes do início da prova, pois na lista de favoritos pontificavam inúmeros nomes: Nino Schurter, Cink, Koretzky, Avancini, Vader, Cooper, Haterly, Dascalu, Pidcock, Fluckiger e Van der Poel. 

Os primeiros a tentar impôr o seu ritmo foram Milan Vader e Avancini, fazendo o Start Loop como se de uma prova Short Track se tratasse. Nas primeiras subidas ficou bem visível que o terreno excessivamente seco (que dificultou a aderência) seria o principal entrave da prova, mas também as descidas fizeram mossa. Que o diga Mathieu Van der Poel, que numa das descidas mais técnicas caiu, sentenciando logo aí a sua prova. Esta queda foi muito polémica e noutro post explicaremos porquê. Com Van der Poel fora de jogo, apesar de ter feito uma recuperação espetacular que mais tarde não viria a dar frutos, sendo obrigado a abandonar, a prova abriu mais e foi mais atacada. 

van der poel
 

Nino Schurter passou a liderar a prova após a primeira passagem na linha de meta, tentando dominar e impôr o seu ritmo. Fluckiger, Cooper e Pidcock eram alguns dos que conseguiam seguir o suíço nas voltas posteriores. 

A prova abriu um fosso entre o primeiro grupo (que passou a contar com o romeno Vlad Dascalu) e os restantes atletas. 

Pidcock tinha a noção que se deixasse o suíço ganhar motivação seria muito perigoso, por isso passou ao ataque, passando por Schurter e Fluckiger. Cooper seguia logo atrás, tendo no seu encalce - já com alguma distância - Cink e Koretzky. Cink aparentava estar em grande forma e tomou a iniciativa de subir o ritmo para tentar juntar-se ao quarteto da frente, mas um problema mecânico deitou por terra o sonho olímpico do checo. 

As condições do circuito, o clima e o ritmo imposto pelo britânico da equipa Ineos Grenadiers (que correu correu com uma BMC camuflada, dado que o seu patrocinador - a Pinarello - já não produz bicicletas de BTT) começavam a fazer vítimas e um deles foi Nino Schurter, que descolou. Por seu lado, Fluckiger, que demonstrou ser o corredor mais forte na Taça do Mundo esta temporada, era o único que conseguia aproximar-se de Pidcock. Atrás, Nino Schurter visivelmente em quebra, tentava a todo o custo respirar e encontrar um ritmo exequível, dado que no quarto posto estava o neozelandês Anton Cooper e em quinto Koretzky. 

A última passagem pela linha de meta foi reveladora. O espanhol David Valero juntou-se ao grupo de Schurter, Cooper e Koretzy, os quais ainda lutavam por uma medalha. Enquanto isso, a medalha de ouro parecia não fugir, dado que Pidcock não aparentava perder fôlego, mas havia sempre a possibilidade de algum problema mecânico ou, tal como aconteceu a Van der Poel, uma queda. 

Logo atrás do britânico, Fluckiger seguia a bom ritmo e a medalha de prata parecia assegurada. E assim foi... O britânico ganhou a medalha de ouro, algo que aconteceu pela primeira vez à seleção britânica e lembramos que Pidcock ainda é sub-23. Além disso, foi a estreia do atleta nos Jogos Olímpicos. Fluckiger ficou com a medalha de prata, após um início de temporada em que demonstrou classe e foco. 

A luta pela medalha de bronze foi emocionante e quando todos esperavam um final ao sprint, eis que o espanhol David Valero sacou um coelho da cartola e fazendo uso de uma ponta final fortíssima, ficou em terceiro lugar. 

pódio
 

Resultados na prova de XC nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

class
 

 

 

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