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Igus apresentou uma ebike fabricada com redes de pesca recicladas

A marca Igus apresentou uma nova bicicleta elétrica fabricada a partir de redes de pesca recicladas. Custa 2.500 euros e, segundo a marca, requer uma manutenção muito reduzida.

Hugo Pires

3 minutos

Igus apresentou uma ebike fabricada com redes de pesca recicladas

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Depois de ter apresentado em 2022 uma bicicleta fabricada em plástico reciclado e de ter surpreendido a indústria ao lançar no mercado umas rodas em plástico rotomoldado, a Igus acabou de divulgar o lançamento de uma bicicleta elétrica fabricada a partir de redes de pesca recicladas.

Segundo a marca, o objetivo é "dar resposta à crescente procura pela mobilidade elétrica de baixa manutenção no interior das cidades. O modelo anterior já comprovou a sua robustez ao longo de uma viagem mundial de um ano e meio, sob diferentes climas. A bicicleta em plástico amplamente testada tem vindo a ser continuamente melhorada e serve de base para a nova versão elétrica. À semelhança da igus:bike, é produzida com 50 por cento de redes de pesca recicladas e oferece a oportunidade de combinar a proteção ambiental com a mobilidade urbana de baixa manutenção. Tudo isto a um preço excecional de 2.500 euros."

Este lançamento ocorre numa altura em que cada vez mais pessoas trocam o automóvel pela bicicleta para se deslocarem com maior rapidez e reduzirem as emissões de CO2. Cerca de metade das bicicletas compradas recentemente na Alemanha são atualmente e-bikes, segundo uma análise de mercado realizada pela empresa de consultoria EY.

"Estamos convictos de que estamos a lançar uma bicicleta elétrica que não só é particularmente robusta, como também se enquadra no conceito de economia circular, dando resposta a esta procura crescente", afirma Jens Boldt, Diretor da Unidade de Negócios igus:bike na igus.

Jens Boldt e a sua equipa ficaram inspirados pela digressão mundial da igus:bike, a qual levou a bicicleta a percorrer 25 países. A bicicleta construída em plástico já percorreu quase 6.000 quilómetros e comprovou a sua durabilidade em diversas zonas climáticas.

"A digressão proporcionou-nos conhecimentos valiosos, uma vez que muitos componentes demonstraram a sua robustez em condições reais e, toda esta experiência, foi aproveitada para o desenvolvimento da nova e-bike. Utilizamos esta aprendizagem prática contínua para aprimorar constantemente tanto a igus:bike como a versão elétrica. Todos os componentes passam por ensaios rigorosos no nosso laboratório de testes antes de serem aplicados", explica Boldt.

A nova bicicleta elétrica é produzida com 50 por cento de plástico, desde o quadro até às rodas, passando pelo espigão de selim e guiador. O metal é utilizado apenas quando é tecnicamente indispensável, como por exemplo, na forqueta, nos discos e cabos de travão.

Concebida para a circulação urbana, a bicicleta elétrica pesa cerca de 20 kg e funciona com um motor na roda traseira de 60 Nm e uma correia dentada em fibra de carbono e plástico. A bateria proporciona uma autonomia até 120 quilómetros. A produção em série já começou e a bicicleta elétrica da igus estará disponível para venda a partir de 2.500 euros. A igus planeia igualmente uma nova versão não elétrica, equipada com um cubo de oito velocidades.

BAIXA MANUTENÇÃO

Quando as pessoas se deslocam pela cidade, deixam frequentemente as suas bicicletas à chuva, por exemplo, enquanto vão ao supermercado. Os componentes como a corrente, o espigão do selim, os aros das rodas e as soldaduras do quadro ganham ferrugem com facilidade. Como resultado, torna-se necessário limpar as peças com elevados custos, realizar manutenção regularmente ou até substituí-las completamente. Em bicicletas convencionais ou elétricas de alta gama, pode representar valores consideráveis.

"Em contrapartida, a igus:bike, é quase isenta de manutenção", afirma Boldt, podendo ficar exposta à chuva durante anos sem sofrer corrosão. Além disso, não exige qualquer manutenção nos pontos de apoio, visto que a igus utiliza casquilhos deslizantes isentos de lubrificação, fabricados em polímeros de elevado desempenho, por exemplo, nas manetes de travão, nos pedais e nos amortecedores. Os lubrificantes sólidos microscópicos integrados garantem ainda um funcionamento a seco com baixo atrito, de longa duração, e sem necessidade de óleos ou massas lubrificantes.

Poderás encontrar mais informações em www.igus.pt.


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