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Bianchi tem dívida de 100 milhões e está em processo de reestruturação

A Bianchi está numa crise que surge após um período de investimentos significativos, entre os quais se destaca a inauguração, em 2024, de uma nova sede e unidade de produção em Treviglio.

Ciclismo a fundo

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Bianchi tem dívida de 100 milhões e está em processo de reestruturação

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A Bianchi, a mítica marca de ciclismo italiana, iniciou um processo de reestruturação sob supervisão judicial, com o objetivo de lidar com um passivo de 100 milhões de euros. De acordo com informações do Escape Collective, a Bianchi solicitou proteção judicial contra os seus credores no final de setembro — um pedido que foi aprovado pelo Tribunal de Bérgamo.

Esta proteção tem uma duração inicial de quatro meses a contar da data do pedido, podendo, no entanto, ser prorrogada. Durante este período, os credores não podem penhorar os bens da empresa, o que inclui equipamentos fabris, contas bancárias e inventários. Uma reestruturação deste tipo visa proporcionar à empresa tempo e suporte legal para negociar com os seus credores, evitando, assim, que se passe diretamente para a liquidação.

De acordo com o mais recente relatório financeiro anual da empresa, referente ao exercício de 2024, o passivo está estimado em aproximadamente 100 milhões de euros.

A Bianchi pertence à empresa sueca Cycleurope/Grimaldi Industries, que está a financiar o processo de reestruturação, sob o comando de Tony Grimaldi — filho do proprietário. Estas dificuldades financeiras ocorrem após um período de investimentos significativos, destacando-se a inauguração, em 2024, de uma nova sede e unidade de produção em Treviglio, Itália.

"Estávamos a investir fortemente em muitas áreas ao mesmo tempo. Fomos demasiado ambiciosos em muitos segmentos, e a indústria da bicicleta é um setor muito difícil. Não se pode fazer tudo em todo o lado — sobretudo sabendo que o mercado está saturado", explica Tony Grimaldi, que desempenha as funções de CEO interino da Bianchi desde junho, em entrevista exclusiva à Escape Collective.

Além disso, a marca abandona o circuito WorldTour depois de terminar a sua parceria com a equipa Bahrain Victorious, que optou pela Factor como fornecedora de bicicletas após apenas um ano de relação com a marca italiana.

Estamos a falar de um dos fabricantes mais antigos e reconhecíveis do mundo do ciclismo. Com apenas 20 anos, o mecânico Edoardo Bianchi criou a empresa em Milão, em 1885. Mais tarde, no início da década de 1990, passou a ser propriedade da Piaggio, antes de integrar o Grupo Grimaldi em 1997.



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