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Atraso no transporte de acessórios e componentes de bicicletas

Estás à espera de um componente, acessório ou bicicleta? Provavelmente o tempo de espera vai aumentar um pouco...

Carlos Pinto / Foto: arquivo

Atraso no transporte de acessórios e componentes de bicicletas
Atraso no transporte de acessórios e componentes de bicicletas

Todos temos a noção de que o coronavírus trouxe muito mais do que "apenas e só" um problema sanitário. A nível comercial, a montante e a jusante, há problemas difíceis de resolver, sendo um deles o transporte.

No caso dos componentes, acessórios, quadros e periféricos, as marcas ainda estão muito dependentes do mercado asiático (a nível de produção). Numa altura em que o preço do petróleo atinge valores elevados e em que os portos nesses países asiáticos estão em ebulição, o preço do contentor duplicou e em alguns casos triplicou.

Issto levou a que, como temos assistido, algumas marcas tivessem de aumentar os preços dos seus produtos. O atraso na entregas, alavancado por uma procura nunca vista no mercado, fez com que o stock de importadores e retalhistas esteja atualmente em níveis mínimos.

A situação piorou na semana passada, quando foi anunciado que um navio de transporte de carga encalhou no canal do Suez, provocando uma paralisia nesta importante rota de navegação comercial.

O efeito dominó é óbvio: os prazos de entrega terão de ser reajustados, não só desse navio como dos restantes que estão em stand by (mais de 300), pelo que feitas as contas, muitos produtos terão um delay maior face ao estimado. Acresce a morosidade e a capacidade de trabalho nos principais portos de destino, sendo Roterdão um dos principais destinos destes navios. Portugal também recebe mercadorias através do Porto de Leixões, mas alguns dos prazos de entrega não estão a ser cumpridos, aliás, como em muitos outros países.

Esta incontornável dor de cabeça para importadores, distribuidores e retalhistas veio numa altura muito complicada. De nada serve criticar a loja "A" ou "B" por não ter o produto pois não depende dela. Portugal, o principal produtor europeu de bicicletas, como é óbvio também tem sofrido na pele este delay, pois está dependente de periféricos de outros países.

Tudo tem sido feito para encontrar soluções e para encurtar os prazos de entrega. Aliás, muitas marcas aumentaram significativamente as suas encomendas, mas temos de ter a noção de que não será do dia para a noite que milhões de peças e acessórios vão chegar às fábricas e - por magia - imediatamente a nossa casa.

Todos - marcas, fabricantes, armazenistas, importadores, retalhistas - são peças do mesmo puzzle e apesar de Portugal ser apenas um pequeno ponto na economia global, tudo está a ser feito para que a resposta seja o mais célere possível. Vamos ter calma, pois a maré já deu uma ajuda...

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