França estuda a promoção do uso da bicicleta como forma de travar os contágios por coronavirus

A ideia é que seja uma alternativa ao transporte público. Enquanto isso, a Alemanha prioriza a abertura de lojas de bicicletas durante o levantamento das medidas de contenção.
Carlos Morcillo -
França estuda a promoção do uso da bicicleta como forma de travar os contágios por coronavirus
França estuda a promoção do uso da bicicleta como forma de travar os contágios por coronavirus

Desde que o presidente francês, Emanuel Macron, anunciou o fim das medidas mais restritivas de confinamento a partir de 11 de Maio, que a França se prepara para o gradual retorno à normalidade com soluções temporárias. Entre estas soluções encontra-se a ideia de promover o uso da bicicleta como meio de transporte, sendo esta opção identificada pelos epidemiologistas como travão à propagação da Covid19, pois o seu uso favorece o distanciamento social.

O Ministério de Transição Ecológica e Solidariedade francês, atento à rejeição coletiva do transporte público, trabalha na implementação de soluções de deslocação em que a bicicleta seja o principal meio de transporte. Esta é uma solução que já provou a sua eficácia durante os últimos ataques terroristas no país francês, como alternativa, sobretudo em deslocações curtas.

A Alemanha também olha para a bicicleta com outros olhos

Tal como em França, também cidades como Berlim olham para a bicicleta como a solução em tempo de crise sanitária. Neste caso, a cidade já duplicou a largura de ciclovias prevendo o aumento de tráfego das mesmas. Outro exemplo é a cidade de Bogotá, na Colômbia, que desde a noite anterior ao confinamento criou 117 quilómetros adicionais de ciclovias.

Por outro lado, segundo anunciou o Governo Federal da Alemanha no passado dia 15 de Abril, as lojas de bicicleta abrirão na próxima semana ainda antes de outros espaços de comércio. Será um grande alívio para a indústria deste setor cujo mercado é o maior da Europa e que em breve começará a receber peças da China em plena fase de reativação industrial.

O caso do Reino Unido

A aposta na bicicleta pelo Reino Unido aconteceu desde o primeiro momento, dado que as lojas de bicicletas têm permanecido abertas, pois são consideradas como um serviço essencial, tal como as oficinas. E, tal como em França, Bélgica ou Alemanha, é permitido o seu uso recreativo durante o confinamento, tal como fomentava o seu uso o Primeiro-Ministro Boris Johnson: “andar de bicicleta é a atividade perfeita para estes dias com um historial de prevenção de doenças físicas e mentais”, contrariando a ideia oposta de outros países, incluindo Espanha, em que acidentes com ciclistas poderiam agravar ainda mais o sistema nacional de saúde.

A situação em Espanha

O uso da bicicleta assim como de outros veículos, está permitido exclusivamente como meio de transporte para deslocações justificadas. Apesar disso, de momento, não foi promovida qualquer medida de incentivo nem prevista para o fim do confinamento. Serviços de bicicletas partilhadas em cidades como Barcelona, Saragoça e Madrid permanecem encerrados, embora neste último caso, a Câmara de Madrid tenha anunciado que reabrirá o serviço BiciMAD na próxima semana, mas ainda sem data específica.