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Costuma dizer-se que não há vencedor antes de se cruzar a meta. Pogacar tinha a vitória na Vuelta praticamente garantida, com uma vantagem de 3 minutos e 50 segundos sobre Enric Mas, que ocupava a segunda posição. Parecia que Tadej já tinha no bolso a única das grandes voltas que faltava no seu incrível currículo. No entanto, tudo foi por água abaixo a 40 quilómetros da meta da oitava etapa da prova espanhola, que terminava na localidade valenciana de Xeraco.
Depois de um dos dias mais tranquilos desta edição, o pelotão acelerava para ganhar posições antes da subida de Barx, troço que poderia selecionar os sprinters. Foi então que ocorreu a queda. Pogacar seguia pelo lado esquerdo do pelotão e sofreu uma queda muito violenta. Tentou voltar para a bicicleta, mas, devido aos ferimentos na cara e na zona do ombro, acabou por ter de ser levado na ambulância. Não só perde uma Volta a Espanha que tinha controlada, como também dificilmente conseguirá lutar pelo seu terceiro título mundial consecutivo no Campeonato do Mundo no Canadá.
A outra grande queda na carreira de Pogacar ocorreu em 2023, na Liège-Bastogne-Liège, quando lesionou o pulso. Aquele acidente fez com que chegasse à Volta a França com o treino muito prejudicado, acabando derrotado por Jonas Vingegaard.
A Vuelta fica em choque, com Enric Mas — o novo líder — perante uma oportunidade única na vida de vencer uma grande volta aos 31 anos.
