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Fiel ao seu estilo — sempre a atacar —, Richard Carapaz consolidou ainda mais a sua lenda na estância de esqui de Orcières-Merlette, local de chegada da primeira etapa alpina do Tour de 2026. O ciclista da EF Education-EasyPost levantou os braços após uma batalha emocionante na 18ª etapa, enquanto os favoritos da classificação geral mantiveram uma trégua — sem ataques —, apesar das dúvidas persistentes sobre o estado de saúde dos ciclistas da UAE Team Emirates.
¡Qué corredorazo!
— Teledeporte (@teledeporte) July 23, 2026
Richard Carapaz gana la etapa del #TDF2026 en Orcières Merlette
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À lista de desistências de hoje — também por motivo de doença — juntou-se Brandon McNulty. Lembramos que ontem Adam Yates se queixou de um vírus estomacal e Isaac del Toro tem acusado algum cansaço. No entanto, nem a Decathlon, nem a Red Bull-BORA, nem a Lidl-Trek decidiram agitar a corrida na subida final para Orcières-Merlette (7,1 km a 6,7%) para testar a condição do ciclista mexicano. Todos os candidatos à classificação geral terminaram juntos, a 4 minutos e 35 segundos de Carapaz, sem desferir um único ataque.
A disputa pela vitória na etapa, contudo, foi emocionante; após inúmeras reviravoltas, ataques e grupos que se fundiam e separavam constantemente, tudo se resumiu a seis ciclistas que formaram — a cerca de 45 km do fim — uma "fuga dentro da fuga". Eram eles: Matteo Jorgenson (Visma | Lease a Bike), Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step), Mauro Schmid (Jayco AlUla), Tobias Halland Johannessen (Uno-X Mobility) e Raúl García Pierna (Movistar Team).

Tudo ficou decidido em Orcières-Merlette, uma subida para sempre associada ao feito lendário de Luis Ocaña em 1971, quando triunfou no topo depois de deixar Eddy Merckx para trás de forma avassaladora. Aí, vimos mais uma vez Richard Carapaz no seu auge — vencedor do Giro d'Italia, campeão olímpico em Tóquio 2020 e cinco vezes no pódio de Grand Tours... um ídolo de culto e um ciclista sempre destemido. Um ataque a 4 quilómetros da meta permitiu-lhe deixar para trás García Pierna e Johannessen. O equatoriano voltou a acelerar 500 metros depois, com um arranque devastador que se revelou a manobra decisiva. Pedalando com autoridade, seguiu isolado em busca da sua segunda vitória em etapa na Volta a França, enquanto Jorgenson e Schmid formavam uma dupla de perseguição (atrasados 25 segundos a 2 quilómetros da chegada).

Poucos minutos depois, a "Locomotiva de Carchi" levantou os braços em sinal de vitória, tornando-se o ciclista hispano-americano com o maior número de vitórias em etapas de Grand Tours — nove no total (quatro no Giro, três na Vuelta e duas no Tour).
Schmid e Jorgenson cortaram a meta com 45 segundos de atraso, seguidos por Paret-Peintre, a 1m14s, Johannessen, a 1m57s, e Raúl García Pierna, a 2m12s. Não há alterações nas primeiras posições da classificação geral.

A liderança continua com Tadej Pogačar, com uma vantagem de 4m32 sobre Remco Evenepoel, 6m51 sobre Isaac del Toro, 7m11 sobre Paul Seixas e 9m22 sobre Juan Ayuso. Carapaz ocupa a 10ª posição, a 21m da camisola amarela.
CLASSIFICAÇÕES












