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O Campeonato do Mundo de XCO de 2026 encerrou uma semana de intensidade máxima em Val di Sole-Trentino (Itália). O circuito de Daolasa di Commezzadura proporcionou mais uma vez uma corrida marcada por ataques, recuperações e muita dureza, com Tom Pidcock e Sina Frei a vestirem as camisolas de campeões do mundo na categoria de elite.
PIDCOCK VENCE NOVAMENTE
O britânico, bicampeão olímpico de Cross-country, partiu da quinta linha da grelha, a mesma posição de Mathieu van der Poel, mas a sua corrida tomou um rumo completamente diferente. Pidcock começou a ganhar posições logo nas primeiras voltas e conseguiu integrar progressivamente o grupo da frente.
Após várias tentativas, o movimento decisivo ocorreu na sexta volta, quando o britânico acelerou e começou a abrir vantagem ao lado de Charlie Aldridge, Adrien Boichis, Martín Vidaurre e Cole Punchard.
A definição da prova aconteceu na parte final. Pidcock voltou a acelerar quando faltavam duas voltas e conseguiu distanciar-se dos rivais. Aldridge foi o último a conseguir acompanhar o seu ritmo, mas acabou por ceder na penúltima volta. Tom Pidcock cruzou a meta isolado, com 17 segundos de vantagem sobre Charlie Aldridge. O canadiano Cole Punchard completou o pódio, chegando 31 segundos depois, enquanto Martín Vidaurre terminou no quarto lugar, a 59 segundos, depois de ter sofrido um furo no início da última volta. Adrien Boichis ficou em quinto.
Com esta vitória, Pidcock conquista o seu segundo título mundial de XCO na categoria de elite, juntando-o às duas medalhas de ouro olímpicas e a outros títulos mundiais obtidos em diferentes modalidades.
Quanto a Portugal, Roberto Ferreira foi o melhor português, na 69.ª posição, enquanto Gonçalo Amado terminou em 74.º e João Cruz em 75.º.
VAN DER POEL TEVE UM MUNDIAL PARA ESQUECER
Depois de grande expectativa, Mathieu van der Poel não conseguiu disputar o título mundial que ainda falta no seu currículo. O holandês terminou na 30ª posição, a 4 minutos e 40 segundos do vencedor. Van der Poel nunca conseguiu posicionar-se entre os primeiros lugares e ficou longe da disputa pelas medalhas.
O ciclista tinha demonstrado um bom desempenho em Les Gets, durante a Taça do Mundo, mas em Val di Sole voltou a enfrentar as dificuldades que já tinha sentido em Mundiais de XCO anteriores. Após a prova, o próprio Van der Poel reconheceu que não foi suficientemente competitivo e que não encontrou uma explicação clara para o resultado.
SINA FREI CONFIRMA BOM MOMENTO DE FORMA
Sina Frei sagrou-se campeã do mundo de XCO na categoria de elite pela primeira vez. A ciclista suíça controlou a prova feminina em Val di Sole e conseguiu abrir uma vantagem suficiente para enfrentar as últimas voltas com tranquilidade.
Martina Berta foi a atleta da casa em destaque e terminou no segundo lugar. A italiana conseguiu manter-se na disputa pela medalha de prata depois de Frei se ter isolado na liderança na terceira volta. Nicole Koller completou o pódio. Frei cortou a meta com 1min07s de vantagem sobre Berta, enquanto Koller terminou em terceiro. Puck Pieterse ficou em quarto e Samara Maxwell em quinto. A campeã mundial de 2025, Jenny Rissveds, teve de se contentar com a sétima posição depois de sofrer um furo que acabou com as suas hipóteses de medalha.
Para Sina Frei, trata-se do seu primeiro título mundial de elite no Cross-country, depois de ter conquistado anteriormente a medalha de ouro no Campeonato do Mundo de XCC em Val di Sole, em 2021.
Destaque ainda para o resultado de Ana Santos. A lusa terminou na 30.ª posição, obtendo o melhor resultado de Portugal nesta competição.
ITÁLIA E A FRANÇA FICAM COM AS MEDALHAS DE OURO NA CATEGORIA SUB-23
O dia consagrou também os novos campeões do mundo de XCO Sub-23. Na categoria feminina, Valentina Corvi confirmou o favoritismo e dominou a prova desde a primeira volta. A italiana abriu uma vantagem de 43 segundos sobre a suíça Anina Hutter. Monique Halter completou o pódio, chegando 1min55s depois da vencedora.
Corvi já tinha conquistado a medalha de ouro no Team Relay durante este Campeonato do Mundo, terminando a sua participação em Val di Sole com dois títulos mundiais. Beatriz Guerra, a única portuguesa a competir nesta categoria, concluiu a corrida na 45.ª posição.
Na categoria masculina, o ouro foi para o francês Naël Rouffiac. O atleta atacou na quinta volta e conseguiu manter a vantagem até à meta. Alix André-Gallis terminou em segundo, a 9 segundos, e Nicolas Halter foi terceiro, a 13 segundos.
Entre os portugueses, Tomás Pais foi 63.º classificado e João Fonseca terminou na 64.ª posição.
MUNDIAL REGRESSA A VAL DI SOLE EM 2031
O Campeonato do Mundo de BTT de Val di Sole 2026 encerrou uma semana marcada por muito público e por corridas que colocaram em evidência vários atletas na vertente de XCO.
A recuperação de Tom Pidcock (partiu da quinta linha), o primeiro título mundial na categoria de elite de Sina Frei e a boa exibição de Ana Santos completaram um dia que voltou a colocar o Cross-country Olímpico no centro das atenções internacionais.
Val di Sole voltará a receber o Campeonato Mundial em 2031, altura em que Trentino vai receber o chamado "Super Mundial", com vinte modalidades incluídas no programa.
