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A etapa-rainha do Troféu Joaquim Agostinho decorreu no domingo, com tudo ainda por definir. O pelotão partiu junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, para iniciar os 178,5 quilómetros que teriam o seu desfecho no alto da Serra de Montejunto. Pelo caminho houve cinco Prémios de Montanha, o último deles coincidente com a meta, quatro Metas Volantes e dois Pontos Quentes.
Houve movimentações iniciais, mas foi aos 35 quilómetros que um grupo com dez corredores saltou do pelotão para a frente da corrida, dando origem àquela que foi a fuga do dia. Cláudio Leal (Aviludo Louletano-Loulé), Gonçalo Leaça (Credibom - LA Alumínios - Marcos Car), Oscar Rota (Feira dos Sofás - Boavista), Francisco Pereira (Feirense - Beeceler), Gonçalo Carvalho (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), Francisco Campos e Noah Campos (Team Tavira - Crédito Agrícola), Narcis Monturiol (Caja Rural Alea), Fletcher Medway (INEOS Grenadiers Racing Academy) e Jude Francisco (Victoria Sports Pro Cycling) chegaram a ter uma vantagem de 3 minutos.
Com cerca de 100 quilómetros percorridos, juntava-se ao grupo Miguel Salgueiro (Team Tavira - Crédito Agrícola), passando a 11 os corredores na dianteira. Foram-se entendendo, ao longo da etapa, com uma margem que não foi muito além dos 2m30 e o pelotão sempre atento e sob o comando da equipa do Camisola Amarela, a Efapel Cycling. A sensivelmente 20 quilómetros para a meta, quando chegou a subida para a Serra da Ota, a Anicolor / Campicarn passou para a liderança do pelotão.
Foi, também, nesta altura, que a fuga começou a perder unidades. Oscar Rota foi o único resistente da aventura e ainda rolou isolado, mas a cerca de cinco quilómetros do final, o pelotão ficou compacto. Chegava o momento de todas as decisões e dos principais candidatos à vitória se movimentarem para o triunfo final. Aléxis Guérin (Anicolor / Campicarn), vencedor da edição de 2025 do Troféu, foi o primeiro a passar no Prémio de Montanha do Ponto Alto, uma segunda categoria a cerca de quatro quilómetros da meta. José Neves e Tiago Antunes eram o quarto e quinto a passar, respetivamente.
Estava tudo em aberto para uma chegada que se previa cheia de emoção, no alto do Montejunto, onde José Neves acabou por ser o mais forte. Tiago Antunes terminou três segundos depois, tal como Fábio Costa (Feira dos Sofás - Boavista). Foram o segundo e terceiro classificados na tirada.
Nas contas finais da Geral, o vencedor acabou por ser Tiago Antunes, com Fábio Costa a fechar na segunda posição, a 10 segundos e José Neves foi o terceiro classificado, a 16 segundos do vencedor do Troféu.
“Já procurava esta vitória há muito, tanto para mim como para a equipa. Desde o início do prémio sabia que estava bem, porque tinha feito um Prólogo dentro do que esperava. É claro que gostaria de ter feito melhor ainda, mas ontem tive sensações boas no circuito, estive com os melhores até à última parte e hoje sabia que se estivesse com as sensações iguais ou melhores que ontem, poderia tentar a minha sorte para ganhar a etapa. Assim o fiz. Venci no alto de Montejunto, uma subida que tão bem conheço, porque treino muitas vezes aqui e estou muito feliz e orgulhoso por esta vitória”, referiu José Neves.
Para Tiago Antunes, a conquista do Troféu Joaquim Agostinho foi como que o concretizar de um sonho de menino.
“Esta era uma vitória que eu já perseguia há anos! É uma corrida que me viu crescer desde criança e se já era bom participar no Troféu Joaquim Agostinho, depois tornou-se um objetivo, há vários anos, de o vencer. Finalmente consegui alcançar esse objetivo, e acima de tudo ontem, quando vesti de Amarelo, senti que podia ser possível, que este era o ano em que me sentia mais forte. A equipa hoje fez um trabalho sensacional e depois desse grande trabalho só tive de rematar e conseguir a vitória. Tinha ganho o Prólogo há quatro anos, já tinha também andado dois dias de Amarelo, já terminei no pódio, já terminei inúmeras vezes no top-10… Hoje, finalmente consegui ganhar”, disse, emocionado, Tiago Antunes.
No que toca às restantes classificações, além da Amarela, Tiago Antunes vestiu também a Camisola Castanha – Junta de Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, símbolo do Melhor Português na Geral e a Camisola Verde – Transportes Vilas Boas, por ser também ele líder da Geral por Pontos.
A Camisola Azul – Rações Valouro, que consagrou o Rei da Montanha, foi entregue a Cláudio Leal, que teve presença ativa nas fugas do dia tanto no sábado como no domingo. João Matias, que já no sábado comandava a Geral das Metas Volantes, confirmou que foi um dos mais fortes nas fugas e terminou o Troféu com a Camisola Branca – Colchões Bom Repouso, no seu corpo.
Quanto à Geral da Juventude, Camisola Laranja – Cartrack, continuou com Lucas Lopes (Efapel Cycling), que já a tinha vestido no final da etapa de sábado, segurando esta liderança. A Geral por Equipas mudou e foi a Feira dos Sofás - Boavista que celebrou no final.
