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Jenny Rissveds e Scott seguem por caminhos diferentes

A sueca sacrifica a temporada de 2018 para poder voltar completamente recuperada das dificuldades que tem atravessado.

Jenny Rissveds e Scott seguem por caminhos diferentes
Jenny Rissveds e Scott seguem por caminhos diferentes

2017 não foi um bom ano para a jovem Jenny Rissveds. A campeã olímpica de BTT e Campeã do Mundo sub-23 em 2016, além de ser das atletas mais fortes do planeta nas últimas temporadas, passou por um ano inteiro sem render ao nível a que ela própria estava habituada, o que a fez tomar esta difícil decisão. 

 

A nova situação desportiva e o novo estilo de vida após conquistar a medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não se chegou a materializar na recompensa que merecia: em pouco tempo, a Jenny perdeu os seus avós, marcando-a a nível emocional até desencadear numa depressão à qual teve de acrescentar mais um infortúnio: um desacordo com a Federação Sueca de Ciclismo (que lhe pretendia impôr o material com que devia participar nos Campeonatos do Mundo de Cairns, ignorando os seus patrocinadores pessoais). O resultado foi uma temporada na qual esteve ausente em algumas das etapas mais importantes do calendário mundial agravando ainda mais a sua situação pessoal. Não obstante, a Jenny deu a cara inúmeras vezes explicando as dificuldades que tem passado ao enfrentar uma doença mental. 

 

O atraso na sua preparação para esta época 2018 fez com que a atleta tomasse esta decisão, não precipitando a sua recuperação e evitando regressar aos circuitos da Taça do Mundo com obrigações que não podia cumprir. O resultado desta decisão foi a rescisão do seu contrato com a Scott-SRAM MTB Racing, na qual formava parte de um plantel de luxo. Jenny informou o diretor da equipa Thomas Frischknecht (com quem começou a temporada de 2017 ganhando a Absa Cape Epic na categoria de equipa mista), o qual aceitou de imediato. 

 

"Estou muito agradecida pelos anos que passei com o Thomas e com a Equipa Scott-SRAM. Deram-me um apoio incondicional. Sem o Thomas e a equipa nunca teria conseguido fazer o que fiz em cima da bicicleta nos últimos anos. Também quero agradecer à marca Scott pelo seu apoio e confiança, especialmente durante o ano passado. Adoraria fazer parte da equipa, mas para ser parte de uma equipa é necessário contribuir e, infelizmente, pura e simplesmente não posso fazê-lo neste momento. Não foi uma decisão fácil, mas estou convencida de que é o melhor para todos e que me proporcionará as melhores condições para regressar, melhor e mais forte do que nunca", referiu Jenny em comunicado. 

 

Thomas Frischknecht referiu-nos o seguinte:"todos nós, e em particular a equipa Scott-SRAM, estamos tremendamente tristes pelo que aconteceu à Jenny. Para voltar saudável e não ter mais nenhum tipo de obrigações, não só respeito a decisão da Jenny, como também creio que é a melhor maneira para que ela encontre o seu caminho de regresso a uma vida equilibrada. Acho realmente que ela irá voltar em alguma altura e espero que possamos ajudá-la na sua viagem. A porta da nossa equipa estará sempre aberta para a Jenny, em que altura for". 

 

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