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O curto e muito técnico contrarrelógio pelas ruas do Principado do Mónaco proporcionou constantes mudanças na liderança da classificação. O percurso, repleto de curvas, acelerações e travagens, exigia mais do que apenas potência e transformava cada pequeno erro em segundos perdidos.
Joshua Tarling parecia ter estabelecido uma marca difícil de superar ao registar o melhor tempo na parte final do dia, mas Hayter acabou por baixar essa marca. O britânico da Soudal Quick-Step esteve muito perto de conquistar uma das vitórias mais importantes da sua carreira e teve de aguardar pela chegada de Pogacar para conhecer o desfecho.
O grande favorito desta Volta largou em penúltimo lugar e deu tudo até ao último metro para parar o cronómetro nos 10:57 — exatamente o mesmo tempo oficial de Hayter —, embora a diferença nos milésimos tenha garantido a vitória ao esloveno. Tarling completou o pódio a quatro segundos, enquanto Callum Thornley ficou em quarto, a cinco segundos, e Christophe Laporte em quinto, a seis.
Pogacar conseguiu também abrir as primeiras diferenças entre os candidatos à classificação geral. Wout van Aert perdeu nove segundos, enquanto João Almeida e Iván Romeo terminaram a 18. Primoz Roglic, o último ciclista a arrancar, perdeu 22 segundos em relação ao seu compatriota. Carlos Rodríguez perdeu 27 segundos, Enric Mas ficou na casa dos trinta segundos e Richard Carapaz terminou a 33. Diferenças pequenas após apenas onze minutos de esforço, mas suficientes para que Pogacar começasse a Vuelta exatamente como queria: a vencer e a vestir a camisola vermelha.
