Competição

Julius Johansen vence contrarrelógio em Águeda

Depois de ter vencido o prólogo, o ciclista dinamarquês Julius Johansen (UAE Team Emirates XRG) voltou a mostrar que tem bons pergaminhos no esforço individual e foi o mais rápido no contrarrelógio desta segunda-feira, que ligou Anadia a Águeda. 

FPC. Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins

3 minutos

Julius Johansen vence contrarrelógio em Águeda

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O percurso de 17,4 km teve início no Velódromo Nacional de Sangalhos, um local especial para o ciclismo nacional. Foi precisamente neste local que Rui Oliveira e Iúri Leitão treinaram em pista, culminando na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris, na prova de madison, há dois anos.

Por isso, Iúri fez uma visita especial ao amigo Rui: os dois estiveram juntos antes da etapa e o primeiro acompanhou o contrarrelógio do segundo, no carro do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, e com mais dois convidados ilustres: Gabriel Mendes, selecionador nacional de pista, e Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal. 

“É um dia em que lembramos aquele feito absolutamente fantástico do Iúri Leitão e do Rui Oliveira e quis, de alguma maneira, fazer um tributo ao talvez maior feito do ciclismo português”, afirmou Montenegro, a repetir a presença na Grandíssima de 2026, depois de já ter marcado presença no prólogo de abertura, em Lisboa. 

CONTRARRELÓGIO CURTO, MAS TÉCNICO

Foi então do velódromo que os 113 corredores ainda em prova partiram rumo a Águeda, com final técnico e em subida na Avenida 25 de Abril. A liderança foi mudando de mãos durante alguns minutos, mas assim que Julius Johansen saiu para a estrada, às 15h46, percebeu-se que era o dinamarquês que ia ficar na liderança até ao final da tarde. 

“Sinto-me espetacular, estou muito feliz. Ganhar o contrarrelógio era um dos meus objetivos para esta Volta a Portugal. Queria ganhar depois do prólogo e hoje provei que também consigo vencer quando o esforço é mais longo. Foi uma belíssima vitória”, referiu o dinamarquês da UAE Team Emirates XRG, após o segundo triunfo da semana. 

Johansen terminou o esforço individual em 21 minutos e 13 segundos - velocidade média superior a 49 km/h -, uma marca da qual ninguém ousou aproximar-se. Tiago Antunes, um dos homens a quem o dia mais sorriu devido às pretensões na Geral, foi quem esteve mais perto, mas ainda assim gastou mais 30 segundos para cruzar a meta. 

Axel Van der Tuuk (Euskaltel-Euskadi) fechou o pódio, logo à frente de Artem Nych: duplo vencedor da Volta, o corredor da Anicolor/Campicarn continua a ser o segundo classificado da Geral, apesar de ter conseguido reduzir a diferença para o líder e colega de equipa Alexis Guérin. 

O ciclista francês foi oitavo no dia, a 53 segundos do melhor tempo. Perdeu 14 segundos de vantagem sobre o seu colega de equipa - Artem Nych -, mas conseguiu defender a Amarela, continuando a ter uma confortável vantagem de um minuto e 12 segundos na liderança da Grandíssima. 

“A Volta nunca é fácil, com a Amarela ou não. Uma corrida é sempre dura, todos querem ganhar. Vou descansar bem agora, aproveitar o tempo com a minha família. Não tenho medo, temos uma equipa muito forte, um grande coletivo e todos sabem que o objetivo é ganhar a Volta, comigo ou com Nych”, garantiu. 

O mais direto perseguidor da Anicolor/Campicarn é agora Tiago Antunes, depois de um salto de cinco lugares na Geral por parte do corredor da Efapel Cycling, o português mais bem classificado do dia. 

A tarde serviu sobretudo para mexer na Classificação Geral. Nas restantes classificações, Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) continua na liderança dos Pontos e mantém a Camisola Laranja Galp, Oscar Rota (Feira dos Sofás-Boavista) segue de Camisola Azul Continente na Montanha e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) conservou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, reservada ao melhor jovem da corrida. 

Concluída a primeira metade da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, o pelotão vai agora para o dia de descanso. A sexta etapa é na quarta-feira, uma ligação de 132,6 quilómetros entre Santa Maria da Feira e o Peso da Régua. 


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