Competição

Vuelta a España: conhece as 21 etapas

A 74ª edição da Volta a Espanha arranca este Sábado em Torrevieja. Apresentamos-te de seguida o resumo e altimetria das 21 etapas que perfazem um total de 3272km com oito chegadas de montanha..

Ciclismo a fundo

6 minutos

Vuelta a España: conhece as 21 etapas

24 de Agosto a 15 de Setembro, 3.272,2 km, 57 prémios de montanha (3 de Categoria Especial, 16 de 1ª categoria, 14 de 2ª e 24 de 3ª), oito chegadas em montanha, seis etapas planas e 49,6 km de contrarrelógio (13,4 no crono inaugural por equipas e 36,2 km no único individual). Com estes números se pode resumir o traçado de uma Vuelta que partirá da Comunidad Valenciana para transitar posteriormente pela Catalunha, Pirinéu Andorrenho, Navarra, País Basco, Astúrias, Castilha e Leão e Madrid.

1ª ETAPA (SÁBADO 24). SALINAS DE TORREVIEJA-TORREVIEJA, CR EQUIPAS 13,4 KM

A Volta a Espanha arranca com um contrarrelógio por equipas de 13,4 km num circuito urbano totalmente plano, que percorre as ruas de Torrevieja. A saída, nas salinas desta localidade, promete ser espetacular. As diferenças de tempo deverão ser mínimas.

2ª ETAPA (DOMINGO 25). BENIDORM-CALPE, 199,6 KM

Etapa de quase 200 km pela zona interior da província de Alicante, com três dificuldades de montanha e o Alto de Puig Llorença, de 2ª categoria, a apenas 25 km da meta, que seguramente será determinante para a vitória.

3ª ETAPA (SEGUNDA 26). IBI CIUDAD DEL JUGUETE-ALICANTE, 188 KM

Será muito provavelmente a primeira chegada em pelotão da Vuelta, ainda que hajam alguns prémios de montanha de 3ª categoria. A meta está ao nível do mar, em Port de Alicante, após 20 km a descer.

4ª ETAPA (TERÇA 27). CULLERA-EL PUIG, 175,5 KM

Etapa maioritariamente plana com apenas um prémio de montanha de 3ª categoria (Oronet), que termina a 45 quilómetros da meta. Assim, prevê-se nova chegada em grupo.

5ª ETAPA (QUARTA 28). L'ELIANA-OBSERVATORIO ASTROFÍSICO DE JALAMBRE, 170,7 KM

É a primeira meta em alta montanha, muito exigente, que culmina a quase 2.000 metros de altitude e que poderá criar as primeiras diferenças significativas na classificação geral. A etapa transitará por terreno sinuoso - com um prémio de 2ª e um de 3ª - antes de enfrentar a dura subida final ao observatório de Javalambre, uma subida de 11,1 km com declive médio de 7,8% e secções de 16% na parte central.

6ª ETAPA (QUINTA 29). MORA DE RUBIELOS-ARES DEL MAESTRAT, 198,9 KM

Nova chegada em subida, ainda que mais suave que o dia anterior: Ares de Maestrat (3ª categoria), 7,9 km a 5%. Será a cereja no topo do bolo de uma etapa exigente de média montanha com praticamente 200 km e um prémio de 2ª e três de 3ª, ideais para quem planeie uma fuga. Entre os favoritos à geral não deverão surgir grandes diferenças.

7ª ETAPA (SEXTA 30). ONDA-MAS DE LA COSTA, 183,2 KM

Terceira meta consecutiva em montanha, após uma subida curta mas dura. Mas de la Costa, com 4,1 km de comprimento, apresenta uma média de declive de 12,3% chegando a ter "paredes" de mais de 20%. Os primeiros 80 km seguem a costa e são planos mas, ao aproximarem-se do interior da província de Castellón, os ciclistas vão encontrar um sobe e desce constante que inclui dois prémios de montanha de 2ª e outros dois de 3ª categoria como aperitivo à explosiva subida final.

8ª ETAPA (SÁBADO 31). VALLS-IGUALADA, 166,9 KM

Etapa em terras catalãs em piso mais difícil mas com apenas uma subida pontuável na parte final, Montserrat, de 2ª categoria (7,4 km a 6,6%). É suficiente para beneficiar os trepadores se as equipas mais fortes permitirem que a vitória surja da fuga que certamente irá ocorrer.

9ª ETAPA (DOMINGO 1). ANDORRA LA VELLA-CORTALS D'ENCAMP, 94,4 KM

Etapa curta e explosiva por terras andorrenhas, de dificuldade máxima, semelhante à última etapa de montanha da edição de 2018 vencida por Enric Mas. São 94 km de sobe e desce contínuo, em que os ciclistas terão que ascender ao Coll d'Ordino (1ª; 8,9 km a 5%), a Gallina pela parte mais dura (Cat. Especial; 12,2 km a 8,3%) e, nos últimos 20 km, a Comella (2ª; 4,2 km a 8,6%), o inédito Engolasters (4,8 km a 8,1%) e uma nova secção de 4 km antes de enfrentar a subida a Cortals d’Encamp (1ª, 5,7 km a 8,3%). No topo, a 2.095 metros de altitude, estará a meta. Uma etapa para voltar a mexer significativamente na geral. 

SEGUNDA 2. DIA DE DESCANSO

 

10ª ETAPA (TERÇA 3). JURANÇON-PAU, CR INDIVIDUAL 36,2 KM

Após o descanso temos o único contrarrelógio individual desta Vuelta, de 36,2 km, que decorre em solo francês, com final na localidade de Pau. O crono terá um percurso sinuoso e maioritariamente plano, favorável aos especialistas. Nomes como Primoz Roglic terão nesta etapa uma boa oportunidade para se distanciarem dos trepadores.

11ª ETAPA (QUARTA 4). SAINT PALAIS-URDAX DANTXARINEA, 180 KM

Etapa de média montanha por terras francesas e de Navarra com um traçado final semelhante ao da edição de 2016 perto de Urdax. Conta com dois prémios de 3ª e um exigente de 2ª, o Col D´Ispéguy; 7,2 km a 7,1%, propício para uma fuga onde os trepadores terão várias opcões para desenhar a vitória.

12ª ETAPA (QUINTA 5). CIRCUITO DE NAVARRA-BILBAO, 171,4 KM

Espetacular etapa por terras Bascas, mais dura do que os números levam a crer, com uma sequência final de três prémios de 3ª curtos mas muito exigentes: o Alto de Urruztimendi (2,5 km a 9,2%), o Alto de El Vivero (4,3 km a 7,7%) e, já em Bilbao, o Alto de Arraiz, uma "parede" de 2,2 km a 12,2%, com as ruínas do forte como pano de fundo, que termina a apenas 7,5 km da meta. Esperam-se ataques contínuos e uma vitória difícil de prever.

13ª ETAPA (SEXTA 6). BILBAO-LOS MACHUCOS. MONUMENTO VACA PASIEGA, 166,4 KM

Outra duríssima etapa por terras Bascas que pode criar diferenças entre os favoritos. Nada menos que sete prémios de montanha ao longo dos 166 km, quatro de 3ª e dois de 2ª como aperitivo à subida final ao Alto de Los Machucos, de Categoria Especial, com 6,8 km e 9,2% de média com rampas até aos 25%.

14ª ETAPA (SÁBADO 7). SAN VICENTE DE LA BARQUERA-OVIEDO, 188 KM

Jornada eminentemente plana que percorre a costa Cantábria até Gijón, onde as equipas com bons sprinters farão de tudo para conseguir uma chegada ao sprint. Há apenas uma subida de 3ª, a 23 km da meta, que não deveré colocar problemas aos velocistas. O grande adversário poderá vir a ser o vento.

15ª ETAPA (DOMINGO 8). TINEO-SANTUARIO DEL ACEBO, 154,4 KM

A Vuelta entra na sua fase decisiva com esta etapa de alta montanha nas Astúrias, encadeando quatro pontos de 1ª categoria, com uma subida dupla ao Santuário del Acebo. A primeira, sem chegar ao topo, terá 8,2 km a 7,1%. Depois os ciclistas enfrentam os Puertos del Connio (11,7 km a 6,2%) e Pozo de las Mujeres Muertas (11,3 km a 6,8%) antes da segunda subida ao Puerto del Acebo por uma zona nova e muito exigente: 7,9 km a 9,7%.

16ª ETAPA (SEGUNDA 9). PRAVIA-ALTO DE LA CUBILLA. LENA, 144,4 KM

Outra jornada de alta voltagem por terras asturianas, com duas subidas de 1ª (San Lorenzo, 10 km a 8,5% e Cobertoria, 8,3 km a 8,2%) que são o aquecimento para a bonita mas duríssima subida ao Alto de La Cubilla - de Categoria Especial - que é uma estreia na Vuelta, com nada mais nada menos que 17,8 km a 6,2% de média. Nesta altura, a classificação geral deverá ficar já bastante definida.

TERÇA 10. DIA DE DESCANSO

 

17ª ETAPA (QUARTA 11). ARANDA DE DUERO-GUADALAJARA, 219,6 KM

Após duras etapas de montanha e outro dia de descanso, teremos uma jornada de transição para os favoritos, a mais longa etapa desta Vuelta, com 219 km. Apresenta um perfil eminentemente plano, com apenas subidas fáceis e curtas, ideal para ser controlada pelas equipas dos velocistas. A chegada é ligeiramente a subir.

18ª ETAPA (JUEVES 12). COLMENAR VIEJO-BECERRIL DE LA SIERRA, 177,5 KM

Exigente etapa pela Sierra de Guadarrama, semelhante à etapa em que Fabio Aru destronou Tom Dumoulin da liderança em 2015 na véspera do término da prova. Teremos quatro pontos de 1ª: Navacerrada, a Morcuera com duas vertentes e Cotos, que termina a 25 km da meta. A etapa acaba com uma pequena subida em Becerril de la Sierra, onde os ciclistas chegarão após uma descida bastante inclinada desde Cotos. Oportunidada para os mais dotados tecnicamente poderem chegar aos últimos metros com alguma vantagem. 

19ª ETAPA (SEXTA 13). ÁVILA-TOLEDO, 166,2 KM

Etapa propícia para ser controlada pelas equipas com sprinters. A meta, em Toledo, conta com 1km ligeiramente a subir em calçada, o que pode ter uma palavra a dizer quanto ao vencedor. Os primeiros quilómetros, após vencer o Alto de la Paramera, decorrem em El Barraco, localidade onde nasceram grandes ciclistas como Carlos Sastre, Ángel Arroyo ou José María Jiménez.

20ª ETAPA (SÁBADO 14). ARENAS DE SAN PEDRO-PLATAFORMA DE GREDOS, 190,4 KM

A Sierra de Gredos acolhe uma dura etapa com seis subidas (duas de 1ª, duas de 2ª, entre elas a mítica Serranillos, e duas de 3ª). Será a última oportunidade para alterações na geral. Carlos Sastre desenhou esta etapa em terreno propício para "emboscadas". Especialmente perigoso será o Puerto de Peña Negra (1ª; 14,2 km a 5,9% de média), que termina a apenas 34 km da meta e onde poderá surgir um ataque caso queiram "romper" o pelotão. A etapa termina na Plataforma de Gredos (3ª), uma subida longa de 9,4 km a 3,8% que será a confirmação do vencedor desta edição.

21ª ETAPA (DOMINGO 15). FUENLABRADA-MADRID, 106,6 KM

É o final da festa, a homenagem aos vencedores das diferentes classificações. Sai de Fuenlabrada e termina no tradicional circuito pelo centro de Madrid (Paseo del Prado e la Castellana, com meta na Plaza de Cibeles), ao qual os ciclistas darão nove voltas. Os sprinters em prova lutarão por uma vitória de prestígio.

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